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27 Jan 2025 às 08:40 · Última atualização: 27 Jan 2025 · 4 min leitura
27 Jan 2025 às 08:40 · 4 min leitura
Última atualização: 27 Jan 2025
As ações de empresas de tecnologia em todo o mundo despencaram após a startup chinesa DeepSeek abalar o setor de inteligência artificial (IA) com o lançamento de um modelo de linguagem gratuito e de código aberto. O movimento, realizado em dezembro, gerou preocupações sobre a competitividade global em IA e colocou em xeque o domínio das gigantes norte-americanas no setor, alimentando uma liquidação global nos mercados.
Na manhã desta segunda-feira (27), as ações de empresas de tecnologia nos EUA sofreram quedas significativas no pré-mercado. A Nvidia, líder na fabricação de GPUs utilizadas em modelos avançados de IA, caiu 13,60%. Na Europa, as holandesas ASML e ASM Internacional recuaram 10,32% e 14,32%, respectivamente, enquanto no mercado asiático, ações japonesas relacionadas a chips enfrentaram amplas desvalorizações.
A DeepSeek alegou que seu modelo foi desenvolvido em apenas dois meses com um custo inferior a US$ 6 milhões, uma quantia consideravelmente menor do que o normalmente investido por grandes empresas ocidentais.
Na semana passada, a empresa chinesa elevou o patamar ao lançar um modelo de raciocínio, que, segundo testes independentes, rivaliza com soluções avançadas da OpenAI.
O custo reduzido e a eficiência do modelo da DeepSeek levantaram questionamentos sobre os enormes investimentos feitos por gigantes da tecnologia em data centers e modelos de IA. Empresas como Amazon e Microsoft, grandes players no setor de computação em nuvem e infraestruturas de IA, enfrentam agora pressão para demonstrar a superioridade de suas soluções diante da concorrência emergente.
“O DeepSeek claramente não tem acesso à mesma capacidade computacional dos hiperescaladores americanos, mas conseguiu desenvolver um modelo altamente competitivo”, afirmou Srini Pajjuri, analista de semicondutores da Raymond James, em uma nota divulgada nesta segunda-feira.
A inovação da DeepSeek traz implicações diretas para o setor de semicondutores. Enquanto a startup chinesa demonstrou eficiência de custo com hardware menos avançado, analistas apontam que empresas como Nvidia mantêm vantagens significativas no desenvolvimento de GPUs de alta performance, indispensáveis para treinar modelos de IA.
Analistas do Citi destacaram que o modelo da DeepSeek gerou consultas de investidores sobre o custo da computação, mas reforçaram que as grandes empresas de tecnologia americanas ainda possuem uma vantagem estratégica no acesso a chips de última geração. “Não esperamos que as principais empresas de IA abandonem as GPUs avançadas, que continuam a ser essenciais para garantir a qualidade e a escala dos modelos”, afirmaram.
Apesar do impacto inicial no mercado, especialistas permanecem céticos em relação aos números divulgados pela DeepSeek. Analistas da Bernstein questionaram o custo alegado de menos de US$ 6 milhões, apontando que a cifra pode não incluir despesas associadas a pesquisas anteriores, experimentos em algoritmos ou aquisição de dados.
“Os modelos da DeepSeek parecem fantásticos, mas não são milagres”, disseram os analistas, minimizando temores de que a abordagem da startup represente uma ameaça direta ao complexo de infraestrutura de IA liderado pelas empresas ocidentais.
Para Felipe Paletta, analista da EQI+, o DeepSeek coloca em xeque a necessidade de tanto investimento em infraestrutura para alcançar os resultados hoje apresentados pelas ferramentas de inteligência artificial.
“As empresas investem massivamente em infraestrutura. Enquanto a DeepSeek diz ter investido investir US$ 6 milhões, o ChapGPT investiu US$ 78 milhões e o Gemini, US$ 191 milhões. Elon Musk anunciou de US$ 3 a 4 bilhões nos próximos anos em GPUs da Nvidia para a XAI, do X. No entanto, agora, cresce o questionamento se é necessário tanta capacidade de processamento e tanto investimento. O mercado vinha esperando um lucro bastante exagerado das empresas de IA, agora vai rever”, afirma.
“Minha leitura é a de que, ao longo dos próximos meses, veremos um início de convergência de múltiplos das empresas de tech, predominantes entre as empresas de crescimento (growth), em detrimento das empresas da velha economia (value)”, complementa.
Para ele, o investidor deve ficar atento ao movimento, considerando que alguns gestores relevantes já vêm apontando que o mercado das big techs tende a passar por um reajuste ao que consideram uma bolha de inteligência artificial. “Como investidor, olharia com atenção para isso. A Nvidia deve passar por reajuste. Não vai ser claro no curto prazo a real demanda por data centers. Então, eu evitaria empresas big techs e teses de necessidade de energia solar, que já estão precificadas”, avalia.
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