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Cidadania europeia amplia as chances de brasileiros conquistarem visto de investidor nos EUA

Cidadania europeia amplia as chances de brasileiros conquistarem visto de investidor nos EUA

Passaporte europeu pode abrir uma alternativa para brasileiros que desejam morar e empreender legalmente nos Estados Unidos por meio do visto E-2, modalidade que dispensa sorteios e ofertas de emprego

Brasileiros que possuem cidadania europeia podem encontrar um caminho mais acessível para morar e empreender legalmente nos Estados Unidos. A possibilidade passa pelo visto E-2, conhecido como visto de investidor por tratado, uma modalidade voltada para cidadãos de países que mantêm acordos comerciais específicos com o governo americano.

Embora o Brasil não faça parte dessa lista de nações, brasileiros que conquistaram a cidadania de países da União Europeia, como Itália, Portugal e Espanha, passam a atender um dos principais requisitos para solicitar o visto. O benefício tem despertado o interesse de quem busca novas oportunidades profissionais, qualidade de vida e expansão dos negócios no exterior.

Visto E-2 cresce como alternativa para empreendedores

Os números mostram que a modalidade continua sendo uma opção relevante para investidores internacionais. Segundo dados do governo dos Estados Unidos, foram concedidos 54.812 vistos E-2 no ano fiscal de 2023. Em 2024, o total chegou a 55.324 aprovações e, no ano fiscal de 2025, foram registradas 51.047 concessões.

Diferentemente de outros programas migratórios, o visto E-2 não depende de sorteios nem da oferta de emprego por uma empresa americana. A autorização é destinada a quem realiza um investimento considerado substancial em um negócio ativo no país, podendo criar uma empresa do zero ou adquirir um empreendimento já em funcionamento.

Além disso, o visto permite que o investidor administre diretamente o negócio nos Estados Unidos e seja renovado continuamente, desde que a empresa permaneça em operação e demonstre viabilidade econômica.

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Cidadania europeia é apenas o primeiro passo

Apesar da vantagem proporcionada pelo passaporte europeu, especialistas alertam que a cidadania, por si só, não garante a aprovação do visto.

“O visto E-2 não é um benefício automático pela simples posse do passaporte europeu, mas sim o resultado de um planejamento de negócios detalhado. A concessão exige a comprovação de que o negócio é real, operacional e capaz de gerar impacto econômico que vá além do sustento do investidor”, explica Leonardo Leao, CEO da Leao Group, consultoria especializada em imigração para os Estados Unidos, Europa e Emirados Árabes.

Na prática, as autoridades americanas analisam diversos fatores antes de conceder o visto, incluindo o perfil do candidato, a origem dos recursos investidos, o plano de negócios e o potencial econômico da empresa.

Planejamento faz a diferença no processo

Com o aumento do interesse pela imigração qualificada, o planejamento se tornou uma etapa essencial para quem pretende utilizar a cidadania europeia como porta de entrada para o mercado americano.

A elaboração de um projeto consistente, alinhado às exigências da legislação dos Estados Unidos, costuma ser determinante para aumentar as chances de sucesso no processo. Por isso, muitos candidatos recorrem a consultorias especializadas para avaliar a viabilidade do investimento e estruturar toda a documentação exigida pelas autoridades migratórias.

Mais do que uma oportunidade de residência temporária, o visto E-2 representa uma alternativa para brasileiros que desejam internacionalizar a carreira, expandir negócios ou iniciar uma nova fase de vida no exterior. Para quem já conquistou a cidadania europeia, essa combinação pode transformar um passaporte em uma oportunidade concreta de empreender e viver legalmente nos Estados Unidos, desde que o projeto atenda a todos os requisitos estabelecidos pela legislação americana.