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Ibovespa hoje recua com realização de lucros, apesar de disparada da Petrobras

Ibovespa hoje recua com realização de lucros, apesar de disparada da Petrobras

O volume financeiro somou R$ 30,2 bilhões, refletindo uma sessão marcada por realização de lucros

O Ibovespa hoje (16) encerrou em queda de 0,46%, aos 196.818 pontos, após oscilar entre a mínima de 196.353 e a máxima de 198.586 ao longo do pregão. O volume financeiro somou R$ 30,2 bilhões, refletindo uma sessão marcada por realização de lucros após recentes ganhos do índice.

O movimento de baixa foi puxado principalmente por ações de peso, como a Vale (VALE3) e grandes bancos, que operaram majoritariamente no campo negativo. Por outro lado, o desempenho positivo das petroleiras ajudou a limitar perdas mais expressivas.

Na contramão do índice, a Petrobras (PETR3; PETR4) registrou forte valorização, com alta de 4,19% nas ações ordinárias e de 3,60% nas preferenciais. O movimento acompanhou a disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por incertezas geopolíticas envolvendo o conflito no Irã.

Outra companhia do setor, a Prio (PRIO3), também avançou 1,68%, figurando entre os destaques positivos do pregão.

Pressão em blue chips

Apesar da alta do minério de ferro no exterior, a Vale recuou 1,13%, em um movimento de cautela antes da divulgação de seu relatório de produção e vendas do primeiro trimestre. O desempenho da mineradora contribuiu para o viés negativo do índice.

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No setor bancário, o tom foi misto, com predominância de quedas. O Santander Brasil (SANB11) caiu 0,73%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,49% e o Itaú Unibanco (ITUB4) teve leve baixa de 0,13%.

Entre as exceções, o Bradesco (BBDC4) avançou 0,24%, enquanto as units do BTG Pactual (BPAC11) registraram leve alta de 0,02%.

Mercado internacional

O S&P 500 avançou 0,26%, encerrando aos 7.041,28 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,36%, fechando aos 24.102,70 pontos. Com forte peso de empresas de tecnologia, o Nasdaq registrou sua 12ª sessão consecutiva de alta, marcando a sequência positiva mais longa desde 2009. Ambos os índices também atingiram recordes intradiários e de fechamento.

Já o Dow Jones Industrial Average teve alta de 0,24%, com ganho de 115 pontos, aos 48.578,72.

No acumulado da semana, o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 3,3% e 5,2%, respectivamente, enquanto o Dow Jones subiu mais de 1%, refletindo a melhora do apetite por risco global.

O movimento positivo ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter conversado com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo Trump, Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias.

A suspensão das ofensivas israelenses foi apontada como condição-chave para o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Trump também indicou que uma nova rodada de բանակցiações presenciais entre os dois países pode ocorrer já no próximo fim de semana, reforçando a percepção de que o conflito estaria próximo de uma resolução.

O otimismo com um possível acordo de paz impulsionou os mercados ao longo da semana, levando o S&P 500 a recuperar todas as perdas acumuladas desde o início da guerra. Na quarta-feira, o índice superou pela primeira vez o patamar de 7.000 pontos, enquanto o Nasdaq fechou acima de 24.000 pela primeira vez na história.

Matheus Gagliano
Escrito porMatheus Gagliano Jornalista

Formado pela Estácio de Sá do Rio de Janeiro, em 2007. Passou por veículos como o Jornal do Commercio (RJ), Canal Energia, Setorial News-Energia, além da Record TV do Rio, Lance - Diário dos Esportes, e jornal O Dia. Tem especialização de cobertura em economia, setor energético e política. Possui ainda curso de especialização em petróleo e gás no Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP).