O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira (26), ao recuar mais de 1,40%, aos 182.732 pontos, com incertezas no radar do mercado. Enquanto isso, o dólar fechou em alta de 0,69%, a R$ 5,2561.
O cenário internacional foi marcado pela escalada de tensões geopolíticas, após Donald Trump elevar o tom das ameaças contra o Irã. A reação veio depois de o governo de Teerã rejeitar os termos de uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, o que pressionou os ativos de risco.
No mercado doméstico, o Banco Central voltou a atuar para conter a volatilidade cambial. A autoridade realizou um leilão de linha no valor de US$ 1 bilhão, marcando a segunda intervenção extraordinária desse tipo ao longo da semana.
Ao fim do pregão, o dólar à vista registrou valorização de 0,69%, sendo cotado a R$ 5,2562. Durante a sessão, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,2183 e a máxima de R$ 5,2632, refletindo a maior cautela dos investidores diante do ambiente externo mais turbulento.
Mercado exterior
Lá fora, as bolsas de Nova York encerraram o dia em forte queda, pressionadas pela disparada dos preços do petróleo e pelo aumento das tensões no Oriente Médio, fatores que ampliaram a aversão ao risco entre os investidores.
O S&P 500 recuou 1,74%, fechando aos 6.477,16 pontos, enquanto o Nasdaq Composite também caiu 1,74%. Já o índice de tecnologia aprofundou as perdas recentes e entrou em território de correção, acumulando queda superior a 10% em relação à sua máxima recente.
O Dow Jones caiu 469,38 pontos, ou 1,01%, encerrando o pregão aos 45.960,11 pontos, acompanhando o movimento negativo generalizado nos mercados acionários.
A queda das ações ocorreu em meio à forte alta dos preços do petróleo. O contrato do Brent avançou 4,61%, fechando a US$ 94,48 por barril, enquanto o West Texas Intermediate subiu 5,66%, a US$ 108,01 por barril.
A valorização da commodity elevou preocupações com inflação e crescimento global, impactando diretamente o humor dos mercados.
Com a combinação de queda nas bolsas e alta do petróleo, os rendimentos dos Treasuries também avançaram. As taxas dos títulos do governo americano com vencimentos de dois e dez anos registraram forte alta, refletindo ajustes nas expectativas de política monetária.
Em meio à volatilidade, o presidente Donald Trump minimizou o movimento recente do petróleo, afirmando que a pressão observada não foi tão intensa quanto esperava. Segundo ele, os preços da commodity tendem a retornar a níveis mais baixos ao longo do tempo.






