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Volume de serviços cresce 1,1% em julho, ante expectativa de 0,7%

Volume de serviços cresce 1,1% em julho, ante expectativa de 0,7%

Osni Alves

Osni Alves

13 Set 2022 às 09:18 · Última atualização: 14 Set 2022 · 9 min leitura

Osni Alves

13 Set 2022 às 09:18 · 9 min leitura
Última atualização: 14 Set 2022

Imagem mostra um barbeiro trabalhando.

Em julho de 2022, o volume de serviços no Brasil cresceu 1,1% frente a junho, na série com ajuste sazonal. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foi divulgada na manhã desta segunda-feira (13). A expectativa de mercado era de alta de 0,7%.

De acordo com o relatório encaminhado ao mercado, o setor se encontra 8,9% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 1,8% abaixo de novembro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Já na série sem ajuste sazonal, ante julho de 2021, o volume de serviços subiu 6,3% sua 17ª taxa positiva consecutiva. O acumulado do ano chegou a 8,5% frente a igual período de 2021, e o acumulado nos últimos doze meses passou de 10,5% em junho para 9,6% em julho de 2022, mantendo trajetória descendente desde abril de 2022 (12,8%).

Gráfico mostra a evolução do volume de serviços do IBGE.

Volume de serviços do IBGE

Ainda de acordo com o IBGE, o avanço de 1,1% do volume de serviços, de junho para julho de 2022, foi acompanhado por três das cinco atividades investigadas, com destaque para os transportes (2,3%), que avançaram 3,9% entre maio e julho, e para informação e comunicação (1,1%), que recuperou o ligeiro decréscimo (-0,2%) do mês anterior.

A outra expansão do mês ficou com serviços prestados às famílias (0,6%), o quinto crescimento seguido, com ganho acumulado de 9,7% nesse período. Em sentido oposto, outros serviços (-4,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%) exerceram as influências negativas de julho.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral foi de 0,8% no trimestre encerrado em julho de 2022 frente ao nível do mês anterior, mantendo o comportamento positivo desde julho de 2020. Quatro das cinco atividades acompanharam o crescimento do índice global: os transportes (1,3%), os serviços prestados às famílias (1,1%); informação e comunicação (0,6%); e os profissionais, administrativos e complementares (0,3%). Por outro lado, os outros serviços (0,0%) mostraram estabilidade neste mês.

Tá, e aí?Stephan F. Kautz, economista-chefe da EQI Asset

Economista-chefe da EQI Asset, Stephan F. Kautz disse que o número veio em linha com a projeção da asset na variação de ano contra ano, e o mercado enxerga o dado como sendo positivo, com mais de 8% acima do que era no período pré-pandemia, chegando próximo aos níveis mais altos desde 2014, no setor de serviços.

“Então, devemos ter novas rodadas de revisão para cima do PIB do 3º trimestre de 2022. Em nossa visão, os dados de agosto virão positivos também, então a gente tem um viés de alta na nossa projeção do PIB. A gente estava com menos 0,10%para o terceiro trimestre e acha que pode ser agora mais 0,10%”, destacou. Para o ano, a Asset aponta expectativa de 2,2%, também com viés de alta.

Setores

O levantamento mostra, ainda, que na comparação com julho de 2021 o volume do setor de serviços, ao avançar 6,3% em julho de 2022, registrou a 17ª taxa positiva seguida. O resultado deste mês trouxe expansão em quatro das cinco atividades de divulgação e contou ainda com crescimento em 59,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (12,8%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços, impulsionado, em grande medida, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de transporte rodoviário de cargas; rodoviário coletivo de passageiros; aéreo de passageiros; gestão de portos e terminais; navegação de apoio marítimo e portuário; e ferroviário de cargas.

Os demais avanços vieram dos serviços prestados às famílias (22,6%); dos profissionais, administrativos e complementares (4,2%); e informação e comunicação (2,0%).

Taxa negativa

A única taxa negativa do mês ficou com o setor de outros serviços (-11,3%), pressionado, especialmente, pela menor receita oriunda de atividades de administração de fundos por contrato ou comissão; corretoras de títulos e valores mobiliários; recuperação de materiais plásticos; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; e consultoria em investimentos financeiros.

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 8,5%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades de divulgação e crescimento em 67,5% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, a contribuição positiva mais importante veio de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (13,8%). Os demais avanços vieram de serviços prestados às famílias (33,9%); de profissionais, administrativos e complementares (7,7%); e informação e comunicação (2,8%). A única taxa negativa veio de outros serviços (-5,3%).

Serviços

Regionalmente, 17 das 27 unidades da Federação assinalaram expansão no volume de serviços em julho de 2022, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço (1,1%) observado no Brasil. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, os impactos mais importantes vieram de São Paulo (1,3%), seguido por Minas Gerais (1,9%), Santa Catarina (3,1%), Goiás (4,7%) e Pernambuco (4,0%). Em contrapartida, Distrito Federal (-2,8%) exerceu a principal influência negativa, seguido por Paraná (-1,2%) e Ceará (-2,5%).

Na comparação com julho de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (6,3%) foi acompanhado por 25 das 27 unidades da Federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (8,1%), seguido por Minas Gerais (6,9%), Rio de Janeiro (3,9%) e Rio Grande do Sul (8,1%). Em sentido oposto, o Distrito Federal (-8,5%) assinalou o resultado negativo mais importante do mês, seguido pelo Acre (-7,8%).

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (8,5%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 25 das 27 unidades da Federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (10,1%), seguido por Minas Gerais (10,6%), Rio Grande do Sul (14,3%), Rio de Janeiro (2,2%), Bahia (9,2%) e Pernambuco (12,5%). Por outro lado, Distrito Federal (-1,7%) e Rondônia (-1,6%) registraram as únicas influências negativas sobre o índice nacional.

Atividades turísticas

Em julho de 2022, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 1,7% em junho. Vale destacar que o segmento de turismo ainda se encontra 1,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Regionalmente, dez dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de crescimento verificado na atividade turística nacional (1,5%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (4,6%), seguido por Santa Catarina (9,6%), Rio de Janeiro (2,0%) e Paraná (4,6%). Em sentido oposto, Minas Gerais (-0,6%) e Rio Grande do Sul (-1,1%) assinalaram os únicos recuos em termos regionais.

Na comparação julho de 2022 / julho de 2021, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 26,5%, 16ª taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; locação de automóveis; rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Em termos regionais, todas as doze unidades da Federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (34,6%), seguido por Minas Gerais (38,7%), Rio de Janeiro (12,2%), Rio Grande do Sul (32,0%) e Paraná (33,9%).

No indicador acumulado no ano, o agregado especial de atividades turísticas cresceu 41,9% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de transporte aéreo de passageiros; restaurantes; hotéis; locação de automóveis; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Regionalmente, todos os doze locais investigados também registraram taxas positivas, em que sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (47,7%), seguido por Minas Gerais (67,1%), Rio de Janeiro (22,2%), Rio Grande do Sul (56,6%) e Bahia (38,2%).

Transporte

Em julho de 2022, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 4,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, a perda observada no período maio-junho (-3,4%). Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 0,4% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21,9% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou expansão de 1,2% em julho de 2022, acumulando, assim, um ganho de 19,7% desde outubro de 2021. Dessa forma, o segmento alcança novo recorde, ao atingir, neste mês, o ponto mais alto de sua série. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 31,7% acima de fevereiro de 2020.

No confronto com julho de 2021, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros assinalou a 16ª taxa positiva seguida ao avançar 24,2% em julho de 2022, ao passo que o transporte de cargas cresceu 15,4%, seu 23º resultado positivo consecutivo.

No indicador acumulado do ano, o transporte de passageiros mostrou cresceu 41,0% frente a igual período de 2021, enquanto o de cargas avançou 13,4%.

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