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Guedes sugere que Petrobras (PETR4) aumente o tempo para reajustar combustíveis

Guedes sugere que Petrobras (PETR4) aumente o tempo para reajustar combustíveis

Diante dos fortes reajustes nos preços dos combustíveis nos últimos meses, que foram influenciados pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu que a Petrobras (PETR3; PETR4) aumente o intervalo para reajustar os combustíveis. A informação é da jornalista Malu Gaspar do jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (23).

O movimento recomendado pelo ministro é uma tentativa para amenizar os efeitos da volatilidade nos preços do petróleo no mercado internacional. Caso a ideia seja aceita, a sugestão é ter um intervalo médio de 100 dias.

Inclusive, a colunista relata que Guedes já conversa com o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, para adotar este novo intervalo de reajustes.

O ministro da Economia entende que os últimos aumentos nos preços dos combustíveis foi fortemente influenciado pela variação do petróleo no mercado internacional por causa da Guerra na Ucrânia. Por este motivo, ele avalia que, em tempos de guerra, os reajustes devem ser feitos com um período maior de tempo para justamente evitar a grande volatilidade nos preços. 

A coluna também diz que Paulo Guedes defendeu em mais de uma oportunidade, quando Joaquim da Silva e Luna ainda ocupava a presidência da Petrobras, que ao invés do governo oferecer subsídios para reduzir os preços dos combustíveis, a estatal deveria reduzir a sua margem de lucro.

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Petrobras: Política de preços e intervalos de reajuste são um desafio para Guedes

Com o PPI (Preço de Paridade Internacional), a Petrobras é obrigada a praticar preços competitivos em relação ao mercado internacional. Contudo, quem define a política para o intervalo de reajuste nos preços é a direção da empresa petrolífera. 

A política da Petrobras aponta que a companhia tem um prazo de até 12 meses para igualar os preços, porém ela não diz em qual frequência os reajustes devem ser promovidos.

Assim, a estatal ajusta os aumentos ou reduções conforme as suas análises de mercado e projeções de alta ou de queda, para chegar em uma média dos últimos doze meses aos poucos e não de uma vez só. Essa estratégia é feita para não provocar grandes mudanças nos preços. 

Para ilustrar isso em um evento prático, os últimos dois reajustes, em maio, do diesel, e em março, gasolina e gás de cozinha, foram realizados em intervalos de 60 e 57 dias. Entretanto, já foi observado um período de 89 dias entre eles. 

Dentro do Ministério da Economia, há um estudo para adotar uma média móvel e dela ser revista a cada 100 dias. 

A adoção de um período maior para o reajuste pode ser encarado como um cálculo político para as eleições de 2022, uma vez que o aumento nos preços dos combustíveis é um dos calcanhares de Aquiles do presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o intervalo maior, é possível empurrar a alta para depois do período eleitoral.

Porém, este movimento é pouco provável que aconteça, uma vez que as projeções indicam que a tendência altista do petróleo no mercado internacional irá continuar no segundo semestre. 

Além disso, é preciso destacar que a volatilidade com tendência de alta forte pode provocar um forte reajuste nos preços dos combustíveis, caso o faça de uma vez.

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