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Mercados operam em queda abalados por temores sobre inflação galopante mundo afora

Mercados operam em queda abalados por temores sobre inflação galopante mundo afora

Os mercados operam em terreno negativo nesta manhã de quinta-feira (19) abalados por temores sobre inflação galopante mundo afora.

Os mercados operam em queda nesta manhã de quinta-feira (19) abalados por temores sobre inflação galopante mundo afora.

No Reino Unido, por exemplo, a inflação alcançou 9% em abril, elevação mais alta em 40 anos, conforme dados divulgados ontem. Nesse cenário, o que se vê é a disparada do preço dos alimentos, bem como da energia.

Também ontem, nos Estados Unidos (EUA), o Dow Jones Industrial Average rumou para sua maior perda desde 2020, depois que grandes varejistas alertaram sobre as crescentes pressões de custos, confirmando os piores temores dos investidores sobre o aumento da inflação.

Manchete do Wall Street Journal de hoje destaca que a inflação alta e o crescimento lento aumentam o risco de desaceleração global. As condições econômicas estão levantando o espectro de um período de estagflação que pode corroer os padrões de vida em todo o mundo.

Também informa que o líder do Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA) da Filadélfia, Patrick Harker, disse que apoia a autoridade monetária a fazer mais aumentos de juros em suas próximas reuniões, enquanto busca reduzir a inflação.

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Já o Tesouro dos EUA pode impedir que investidores norte-americanos recebam pagamentos de dívidas russas. Isso porque a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que uma redução de sanções que permitiu à Rússia manter-se em dia com suas dívidas soberanas deve expirar no final deste mês.

Nas próximas horas desta manhã, na Europa, a ata do Banco Central (BCE) e um discurso do dirigente Luis de Guindos devem evidenciar a intenção de aumento dos juros na zona do euro em julho, quando os mercados voltam a temer o risco de estagflação.

Às 6h55 o Dow Jones caía 1,51%, o S&P 500 caía 1,69%, e a Nasdaq caía 1,89%.

Na Europa, o DAX, da Alemanha, caía 2,06%, o FTSE 100, de Londres, caía 2,46%, e o CAC 40, da França, caía 2,45%. Já o FTSE MIB, da Itália, caía 1,31%, e o Stoxx600 caía 2,17%.

Na Ásia, o Nikkei, do Japão, caía 1,89%, o Shanghai, de Xangai, subia 0,36%, e o HSI, de Hong Kong, caía 2,54%. Já o ASX 200, da Austrália, caía 1,65%, e o Kospi, da Coréia do Sul, caía 1,28%.

Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent caía 0,08%, cotado a US$ 107,93, e o tipo WTI caía 1,51%, cotado a US$ 105,42. Já o ouro subia 0,49%, cotado a US$ 1.824,80, e o minério subia 0,18%, cotado a US$ 121,25.

O que tá rolando?

Uma das notícias que deve permear o noticiário global desta quinta no mundo todo destaca que os EUA autorizaram, pela primeira vez em seis décadas, um investimento num negócio privado em Cuba. A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Económico Cubano-Norte-americano, John Kavulich.

Entretanto, Kavulich não adiantou muitos detalhes sobre o investimento e nem o nome da empresa cubana, referindo que espera ainda o aval do governo de Miguel Díaz-Canel. A mesma fonte assegurou, no entanto, que o negócio não está relacionado com o governo cubano, que tem mais de cinco anos no setor dos serviços e que apresenta um crescimento contínuo.

Vale destacar, ainda, que ontem o governo norte-americano reabriu sua embaixada em Kiev, encerrada em meados de fevereiro, antes da invasão russa da Ucrânia.

Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken disse, ontem, que os EUA retomaram oficialmente as operações na capital ucraniana. “O povo ucraniano, com a nossa ajuda em matéria de segurança, defendeu a sua pátria da invasão irresponsável da Rússia e, em consequência, a nossa bandeira foi de novo hasteada na embaixada”, declarou.

Europa

No Leste Europeu, ontem, o analista militar e veterano, Mikhail Khodaryonok, um coronel aposentado do exército russo, falou ao “60 Minutes” no programa de TV Rossiya-1, e disse: “você não deve engolir tranquilizantes informativos”. Também elencou que a Ucrânia não estava perto de ser derrotada pela Rússia e que Kiev poderia mobilizar e armar um milhão de pessoas se quisesse. As informações são da CNBC.

Khodaryonok, que também é colunista de defesa do jornal gazeta.ru e formado em uma das academias militares de elite da Rússia, segundo a Reuters, já havia alertado o país contra a invasão de sua vizinha Ucrânia, dizendo que não era do interesse nacional da Rússia.

Seu conselho não foi atendido, e a Rússia está agora há quase três meses em um conflito sangrento na Ucrânia, com apenas alguns ganhos territoriais significativos no Leste e no Sul, e com a invasão provavelmente se transformando em uma guerra de atrito de longo prazo com os combatentes da Ucrânia mostrando uma bravura e resiliência subestimada por Moscou.

Ele acrescentou, ainda, que a Rússia já teve que reduzir sua aparente estratégia de invadir a Ucrânia pelo Norte, Leste e Sul e agora concentrou suas forças de combate na região de Donbas.

Ásia

Na Ásia, a taxa de desemprego sazonalmente ajustada da Austrália para abril foi de 3,9%, mostraram dados do Australian Bureau of Statistics divulgados hoje.

O levantamento mostra que esse valor é a menor taxa de desemprego na pesquisa mensal. A última vez que a taxa de desemprego foi menor do que isso foi em agosto de 1974, quando a pesquisa era trimestral.

Em relação à China, analistas do Goldman Sachs reduziram ontem sua previsão para o PIB do país, depois que os dados de abril mostraram uma queda no crescimento à medida que o Covid-19 controla a atividade comercial restrita.

A nova previsão está ainda mais abaixo da meta de crescimento de “cerca de 5,5%” que o governo chinês anunciou para o ano em março.

Em relatório, o banco de investimentos destacou que dados os danos à economia relacionados ao Covid no segundo trimestre, agora se espera que o crescimento da China seja de 4% este ano (vs. 4,5% anteriormente). Essa previsão pressupõe que haverá apoio governamental significativo, além de medidas para estabilizar o mercado imobiliário e controlar os surtos de Covid.

Brasil

No Brasil, por sete votos a um o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o processo de privatização da Eletrobras, estatal com foco na geração e transmissão de energia. A informação é do Estadão.

Conforme o jornal, o governo aguardava o desfecho do julgamento para dar prosseguimento na operação, que diluirá o controle acionário da União na companhia.

Já a intenção da equipe de Jair Bolsonaro é concluir a desestatização ainda no primeiro semestre deste ano, para evitar a proximidade com o calendário eleitoral e com as férias de verão no Hemisfério Norte, período de movimento menor de investidores na Bolsa.

A Folha de S.Paulo, por sua vez, destaca que em uma ofensiva para tentar barrar a privatização da Eletrobras, entidades ligadas a empregados da estatal preparam nova denúncia à SEC, órgão regulador do mercado de ações dos Estados Unidos, questionando premissas da operação.

De acordo com o periódico, em uma primeira denúncia já entregue, eles acusam a Eletrobras de omitir riscos com a crise da usina de Santo Antônio. Agora, questionam os valores estipulados para as usinas de Belo Monte e Itaipu e para a Eletronuclear, que opera a central nuclear de Angra dos Reis.

O jornalão carioca O Globo informa que o governo quer registrar venda da Eletrobras nas bolsas de Nova York e São Paulo na próxima semana. A documentação está pronta para este primeiro passo concreto para desestatizar a empresa. Segundo integrantes do governo que participam da operação, só falta a publicação do acórdão pelo TCU, que autorizou, ontem, a privatização da estatal, por 7 votos a 1.

Ibovespa

Relatório do BTG Pactual referente ao fechamento do mercado, ontem, destaca que as bolsas em Nova York tiveram quedas expressivas e arrastaram junto o mercado global, em meio à preocupação com inflação elevada e seus efeitos, especialmente na rentabilidade das empresas.

“O Dow Jones caiu 3,57%, o S&P 500 caiu 4% e Nasdaq caiu 4,73%. Destaque negativo para a ação da varejista Target, de 25%, após apresentar lucro abaixo do esperado com aumento dos custos, apesar do avanço das vendas”, informou a equipe de research.

E disse mais: “por aqui, o Ibovespa caiu 2,34%, aos 106.247 pontos, e registrou volume financeiro de R$ 23,5 bilhões. Pesou na bolsa brasileira também a queda das commodities, devido à grande participação na carteira. O minério de ferro caiu cerca de 3% com aumento de casos de covid-19 na China e o petróleo teve baixa de 3%.”

Dentre os destaques negativos, Vale ON (VALE3 -2,53%), Petrobras ON (PETR3 -2,26%) e Petrobras PN (PETR4 -1,64%).

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -1,51%
  • S&P: -1,69%
  • Nasdaq: -1,89%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -2,06
  • FTSE, Reino Unido: -2,46%
  • CAC, França: -2,45%
  • FTSE MIB, Itália: -1,31%
  • Stoxx 600: -2,17%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,89%
  • Xangai, China: +0,36%
  • HSI, Hong Kong: +2,54%
  • ASX 200, Austrália: -1,65%
  • Kospi, Coreia: -1,28%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 107,93 (-0,08%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 105,42 (-1,51%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.824,80 (+0,49%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 121,25 (+0,18%)

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