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TGAR11 anuncia dividendos de fevereiro em meio a queda forte na bolsa

TGAR11 anuncia dividendos de fevereiro em meio a queda forte na bolsa

Fundo distribuirá R$ 0,71 por cota com pagamento previsto para 13 de fevereiro, após a gestora revisar o guidance

As cotas do fundo imobiliário TGAR11 registraram forte queda na sessão desta terça-feira (27), com desvalorização próxima de 11,7%, em meio à reação do mercado à revisão das projeções de dividendos divulgada pela gestora.

O movimento ocorreu depois que a TG Core passou a trabalhar com uma faixa estimada de distribuição mensal entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota. Até então, o fundo vinha mantendo pagamentos recorrentes de R$ 1,00 por cota desde fevereiro de 2025, o que elevou a sensibilidade dos investidores a qualquer sinal de redução nos rendimentos.

Apesar do ajuste no guidance, o fundo anunciou recentemente a distribuição de R$ 0,71 por cota, com data-base em 30 de janeiro de 2026 e pagamento previsto para 13 de fevereiro. Com a cota encerrando o pregão a R$ 78,25, o valor representa um dividend yield mensal aproximado de 0,91%. Assim como ocorre com os fundos imobiliários, os rendimentos são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

O que explica o momento do TGAR11

Segundo a gestora, a revisão das projeções não está relacionada a uma piora na qualidade da carteira, mas sim a uma postura mais conservadora diante do atual cenário macroeconômico. O TGAR11 adota uma estratégia focada em projetos de desenvolvimento imobiliário, que tende a capturar retornos mais elevados no longo prazo, mas apresenta maior volatilidade no fluxo de caixa.

Atualmente, mais de 72% da carteira de equity do fundo já está em estágio performado, com obras concluídas ou em fase final. O principal desafio, de acordo com os relatórios, está na conversão do valor econômico já contratado em caixa efetivo, processo impactado pelo ambiente de juros elevados.

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Com a taxa Selic em 15% ao ano, o crédito imobiliário tornou-se mais caro e restrito, afetando tanto compradores finais quanto incorporadoras. Esse cenário tende a alongar os prazos de venda e de recebimento dos recursos, o que reduz temporariamente a capacidade de distribuição de dividendos.

Além disso, fatores pontuais também pesaram nas projeções de curto prazo, como o atraso no recebimento da venda do ativo Viel, que postergou uma entrada relevante de caixa originalmente prevista.

Diante desse contexto, a gestão optou por alinhar os dividendos à geração de caixa atual, priorizando a preservação financeira das operações e a sustentabilidade do fundo no longo prazo. A decisão, mais prudente, acabou frustrando parte do mercado e ajuda a explicar a forte reação negativa das cotas.