Os FIIs na B3 iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com crescimento relevante na liquidez, aumento da base de investidores e expansão do volume total investido no segmento.
Nos dois primeiros meses do ano, o volume médio diário negociado atingiu R$ 508 milhões, o que representa um avanço de 49,8% em relação à média de 2025, de R$ 339 milhões. Em fevereiro, o volume financeiro somou R$ 8,5 bilhões, com média diária de R$ 475 milhões.
O mercado também avançou em tamanho e diversidade. Ao final de fevereiro, eram 432 fundos imobiliários listados, com estoque aproximado de R$ 200 bilhões, acima dos R$ 166 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
A base de investidores seguiu em expansão e chegou a 3,076 milhões, superando os 2,787 milhões observados em fevereiro de 2025. As pessoas físicas mantêm papel central nesse cenário, respondendo por 47,3% do volume negociado no mês e concentrando 73,6% das posições em custódia.
FIIs na B3 mantêm protagonismo entre investidores pessoa física
A participação dos investidores individuais continua sendo um dos principais pilares do segmento, tanto em volume negociado quanto em posição de longo prazo. Esse perfil reforça o caráter acessível dos fundos imobiliários e sua relevância como porta de entrada para diversificação e geração de renda no mercado de capitais.
Entre os fundos mais negociados em fevereiro estiveram TRXF11, XPML11 e KNCR11, que seguem entre os produtos com maior liquidez da bolsa.
Segundo Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities da B3, o desempenho recente evidencia o fortalecimento do segmento. A avaliação é de que os fundos imobiliários continuam atraindo investidores em busca de renda e exposição ao mercado imobiliário, consolidando seu espaço dentro da bolsa.
A B3 é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo e atua nos ambientes de negociação em bolsa e balcão, oferecendo produtos e serviços ao longo da cadeia de financiamento.






