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Itaú BBA reforça FIIs de papel com volta do KNHY11 à carteira de novembro

Itaú BBA reforça FIIs de papel com volta do KNHY11 à carteira de novembro

Seleção do banco apresenta dividend yield corrente de 11% ao ano

O Itaú BBA trouxe o Kinea High Yield (KNHY11) de volta à Carteira Renda com Imóveis de novembro, reforçando a exposição aos fundos de papel diante da expectativa de juros altos e inflação maior em 2027. O fundo passa a representar 2% do portfólio.

A mudança acompanha a revisão do cenário econômico do banco, que passou a projetar Selic de 13,75% ao longo de 2027 e inflação de 6,1% no próximo ano. Para os analistas, essas condições favorecem os rendimentos dos fundos ligados ao CDI e ao IPCA.

Com 13 FIIs, a carteira apresenta dividend yield corrente de 11% ao ano, abaixo dos 12,7% da média ponderada do Ifix. O indicador anualiza o último rendimento distribuído em relação ao preço das cotas, sem representar uma projeção de pagamento.

“Nesse cenário, mantemos uma alocação mais defensiva, com maior exposição aos fundos de ativos financeiros e aos segmentos que apresentam fundamentos operacionais mais consolidados. Seguimos atentos, contudo, aos efeitos defasados de uma política monetária restritiva por um período prolongado, que ainda não se refletiram de forma generalizada nos principais setores do Ifix”, afirmam Larissa Nappo e Fausto Menezes, do Itaú BBA.

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O que mudou na carteira de FIIs para novembro

Para abrir espaço ao KNHY11, o banco reduziu em um ponto percentual cada as posições em KNHF11 e ITRI11, agora com pesos de 10,5% e 4%, respectivamente. O KNHY11 havia deixado a seleção em fevereiro de 2025.

A composição destina 33,5% aos fundos de ativos financeiros, 14,5% aos multiestratégia e 52% aos fundos de tijolo.

FIISegmentoPeso
KNIP11Papel11,5%
KNCR11Papel10%
KNUQ11Papel10%
KNHY11Papel2%
KNHF11Multiestratégia10,5%
ITRI11Multiestratégia4%
BRCO11Logística8,5%
BTLG11Logística8,5%
KNRI11Híbrido8,5%
PVBI11Lajes corporativas6,5%
HGRU11Renda urbana5%
HSML11Shoppings7,5%
XPML11Shoppings7,5%
Fonte: Itaú BBA

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Carteira cai em outubro, mas supera o Ifix em 2026

Em outubro, a carteira recuou 2,92%, contra queda de 2,89% do Ifix. No acumulado de 2026 até outubro, as perdas foram de 0,9% e 3,4%, respectivamente. O retorno total considera a oscilação das cotas e os rendimentos distribuídos.

O BBA atribui a queda dos preços principalmente à alta dos juros futuros e à mudança das expectativas econômicas, sem identificar deterioração generalizada dos fundamentos imobiliários. A casa mantém visão positiva para o médio e longo prazo, embora espere volatilidade no curto prazo.

“Apesar da volatilidade observada no curto prazo, entendemos que os atuais níveis de preço continuam oferecendo oportunidades seletivas para investidores com horizonte mais longo, especialmente ao considerar o desconto ainda presente em parte relevante da indústria”, afirmam os analistas.