A carteira recomendada de FIIs do Santander passou por ajustes pontuais em maio de 2026, refletindo a estratégia da instituição diante de um cenário de juros elevados por mais tempo. A principal alteração foi o aumento marginal na exposição ao fundo Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), acompanhado por uma leve redução na participação do Bresco Logística (BRCO11).
De acordo com os analistas, a decisão está alinhada à expectativa de manutenção de taxas de juros em patamares elevados, o que favorece fundos de papel indexados ao CDI. Nesse contexto, o KNCR11 tende a apresentar maior previsibilidade de rendimentos, com estimativa de dividend yield próxima de 12,8% nos próximos 12 meses.
O fundo possui uma carteira diversificada de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), majoritariamente classificados como high grade, além de contar com garantias robustas, como alienação fiduciária e cessão de recebíveis.
Outro ponto destacado é a recente captação de aproximadamente R$ 3,2 bilhões pelo KNCR11, fortalecendo sua posição de caixa e ampliando a capacidade de investimento em novos ativos. A carteira do fundo é praticamente integralmente indexada ao CDI, característica que potencializa seus rendimentos em ambientes de juros elevados.
Carteira recomendada de FIIs mantém exposição a logística
Apesar da redução marginal, o BRCO11 segue com recomendação de compra dentro da carteira recomendada. Segundo o banco, o movimento não reflete deterioração dos fundamentos do fundo, mas sim um ajuste tático para acomodar maior exposição ao KNCR11.
O Bresco Logística é reconhecido pela qualidade de seu portfólio, composto por galpões logísticos classificados entre AAA e AA, com localização estratégica — incluindo forte presença no estado de São Paulo. Além disso, o fundo possui contratos de longo prazo, com cerca de 85% dos vencimentos previstos após 2028, o que contribui para maior previsibilidade de receitas.
A base de inquilinos também é considerada um diferencial, reunindo empresas de grande porte como Natura, Mercado Livre e Whirlpool. Para os próximos 12 meses, a estimativa é de um dividend yield em torno de 9,4%.
O objetivo da carteira segue sendo superar o desempenho do IFIX ao longo de um horizonte de 12 a 24 meses, priorizando fundos com maior previsibilidade de rendimentos sem abrir mão de oportunidades de valorização no médio prazo.






