O Banco Safra promoveu mudanças em sua carteira de FIIs recomendada para março, com ajustes na composição e nos pesos dos fundos. A estratégia do banco busca ampliar a exposição a fundos de papel atrelados ao CDI e aproveitar ativos negociados com desconto em relação ao valor patrimonial.
Entre as alterações, o banco retirou da carteira o Kinea Securities FII (KNSC11). De acordo com a instituição, o fundo de crédito imobiliário vinha apresentando desempenho e spreads inferiores aos de outros ativos comparáveis do mercado.
O peso anteriormente destinado ao fundo será redistribuído entre o Kinea Unique Hybrid FII (KNUQ11) e o Kinea Rendimentos Imobiliários FII (KNCR11), que já integravam a estratégia. Com isso, o Safra aumenta a exposição a fundos indexados ao CDI, que historicamente apresentam menor volatilidade e maior consistência de retorno em cenários de incerteza no curto prazo.
Outra mudança relevante foi a retirada do BTG Pactual Logística FII (BTLG11). Apesar da boa performance recente, o banco avalia que o fundo logístico já se encontra bem precificado.
No lugar do ativo, o Safra ampliou a posição no Pátria Crédito Índice de Preços FII (PCIP11). A decisão reduz levemente a exposição a fundos de tijolo e reforça a presença de um fundo de papel que negocia com cerca de 9% de desconto sobre o valor patrimonial e apresenta retorno estimado próximo de IPCA mais 10,7%.
Carteira de FIIs ganha novo fundo e tem ajuste no setor de shoppings
A carteira recomendada também passa a incluir o Guardian Real Estate FII (GARE11). Para abrir espaço ao novo ativo, o Safra reduziu marginalmente a participação no TRX Real Estate FII (TRXF11).
Segundo o banco, os dois fundos apresentam bons dividendos e negociam com desconto por fatores técnicos. Parte dessa pressão ocorre após aquisições pagas em cotas, movimento que costuma gerar vendas no curto prazo e pode criar pontos de entrada para investidores.
No segmento de shoppings, houve ainda um ajuste tático. O Safra reduziu levemente a posição no Vinci Shopping Centers FII (VISC11) e aumentou a exposição ao XP Malls FII (XPML11).
A mudança ocorre após a forte valorização recente do VISC11, enquanto o XPML11 ficou relativamente para trás no movimento de alta do setor.
Em termos de desempenho, a carteira recomendada registrou valorização de 0,93% desde 6 de fevereiro. No mesmo período, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) avançou 1,29%, resultando em alfa negativo de 0,36 ponto percentual.
Os destaques positivos foram o Vinci Shopping Centers FII (VISC11), com alta de 3,81%, seguido pelo Bresco Logística FII (BRCO11), que avançou 3,19%, e pelo BTG Pactual Logística FII (BTLG11), com valorização de 1,78%.
No acumulado de 12 meses, a carteira apresenta alta de 21,78%, abaixo dos 24% registrados pelo IFIX. Desde a criação da estratégia, em dezembro de 2019, no entanto, o desempenho segue superior ao índice, com valorização de 46,94% contra 32,25% do benchmark.






