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Fim de uma era: Anna Wintour deixa cargo de editora-chefe da Vogue

Fim de uma era: Anna Wintour deixa cargo de editora-chefe da Vogue

Após quase quatro décadas, Anna Wintour anuncia saída do cargo de editora-chefe da Vogue americana. Saiba como a liderança moldou a revista!

Anna Wintour, uma das figuras mais influentes da história da moda, anunciou sua saída do cargo de editora-chefe da Vogue americana, encerrando um ciclo de 37 anos à frente da revista. A Condé Nast, editora responsável pela publicação, confirmou a informação, destacando que Wintour continuará na empresa com funções reduzidas, como diretora global de conteúdo e diretora editorial global da Vogue.

Embora sua saída represente uma mudança histórica, ela não se configura como uma aposentadoria completa. A decisão faz parte de uma reestruturação mais ampla da Condé Nast, que passará a contar com um novo cargo de “chefe de conteúdo editorial” para comandar a Vogue americana.

Uma revolução editorial

Desde sua estreia na revista em 1988, Anna Wintour redefiniu o conceito de publicação de moda. Sua primeira capa já dava sinais de ruptura: a modelo Michaela Bercu usava um jeans simples, combinando com um suéter de luxo — um contraste ousado para os padrões da época. Ao longo das décadas, Wintour foi responsável por tirar a Vogue do conforto previsível das capas em estúdio e a levou para o mundo real, com imagens externas, ângulos inesperados e temas sociais.

Ela também abriu espaço para vozes novas e olhares diferentes, trazendo diversidade às páginas da revista e dando visibilidade a talentos ainda não reconhecidos. Sua ousadia foi além das escolhas visuais: em 1992, quebrou uma tradição centenária ao colocar um homem (Richard Gere) na capa da Vogue ao lado de Cindy Crawford.

Miranda Priestly, de “O Diabo Veste Prada”, foi inspirada em Anna Wintour

A influência de Anna Wintour transcende as páginas da revista. A personagem Miranda Priestly, vivida por Meryl Streep no filme O Diabo Veste Prada (2006), é uma representação fictícia inspirada diretamente nela. Baseado no livro da ex-assistente de Wintour, Lauren Weisberger, o filme revelou ao grande público os bastidores implacáveis do mundo da moda e eternizou o arquétipo da chefe exigente e visionária.

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O sucesso do longa, que terá uma sequência prevista para 2026, reforçou ainda mais o mito em torno de Wintour — um misto de admiração, temor e fascínio. Como observou a própria Meryl Streep, a obra joga luz sobre os desafios enfrentados por mulheres em posições de poder, frequentemente cobradas por uma empatia que raramente se exige de homens no mesmo papel.

O legado de uma lenda

Mesmo com a saída do posto mais alto da Vogue americana, o impacto de Anna Wintour permanece. Sua liderança moldou não apenas uma revista, mas toda uma indústria, influenciando gerações de editores, fotógrafos, modelos e estilistas. Em 2022, a jornalista Amy Odell lançou a biografia Anna, com mais de 250 entrevistas sobre a trajetória da editora — uma tentativa de entender a mulher por trás dos óculos escuros e da figura imponente.

A vaga deixada por Wintour representa agora uma oportunidade rara e cobiçada para editores de moda do mundo inteiro. Mais que uma substituição, trata-se de um momento decisivo para a Vogue: renovar-se sem perder o pulso firme que Wintour imprimiu por quase quatro décadas.