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Estagflação é sinônimo de baixo crescimento e inflação persistente | EuQueroInvestir

Estagflação é sinônimo de baixo crescimento e inflação persistente | EuQueroInvestir

Osni Alves

Osni Alves

02 Mai 2022 às 09:22 · Última atualização: 19 Jun 2022 · 10 min leitura

Osni Alves

02 Mai 2022 às 09:22 · 10 min leitura
Última atualização: 19 Jun 2022

Especialistas acompanham quadro de estagflação via dados.

A estagflação é sinônimo de baixo crescimento e inflação persistente, mas muita gente nunca ouviu esse termo, ou, se ouviu, passou despercebido.

A palavra voltou ao noticiário porque o risco reapareceu na economia do continente americano. Ela foi aditivada pelo conflito Rússia-Ucrânia, cuja invasão fez acelerar o preço das commodities e colocou em xeque a produção de alimentos, bem como o abastecimento.

Ao longo deste artigo preparado pela EQI Investimentos, você vai entender o que é e qual o efeito na economia e nos investimentos. Boa leitura!

O que é estagflação?

A busca “o que é estagflação” está em alta no Google porque o risco iminente dela ser confirmada nos Estados Unidos (EUA) deixa aflita boa parte da população do país. Por lá ela reflete, basicamente, no desemprego e na alta dos preços de alimentos.

Entretanto, na Europa ela pode ser vista menos no desemprego e mais no encarecimento da energia, em especial no preço do gás. Isso porque o velho continente é altamente dependente do produto e, por conta da guerra no Leste, a tendência é de alta.

Assim, por mais que o governo implemente subsídios para custear o preço dessa commodity, todos sabem que em algum momento a conta vai chegar.

Em se tratando de Brasil, ela pode ser vista nas altas taxas de inflação. O principal segmento é o de combustíveis, cujas altas constantes pesam no bolso do trabalhador, tiram a paz do governo e encarecem a produção de indústrias e comércios.

Com esse panorama em mente, fica mais fácil entender que estagflação se define como uma situação simultânea de estagnação econômica, ou até mesmo recessão, e altas taxas de inflação.

O termo estagnação designa, basicamente, algo que não flui, não se movimenta. Significa dizer que a economia está parada.

Já o termo recessão, em economia, designa uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período, com queda no nível da produção, aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas e por aí vai.

Pois é, a situação não é boa, pois deixa o país em suspenso por conta de um futuro incerto. Isso porque quando a economia vai mal, a geração de emprego e renda desabam, o salário não avança, o preço dos itens mais básicos de consumo dispara e a insatisfação por parte da população costuma ser generalizada.

Na prática, qual o efeito dela na economia e na vida das pessoas?

Na prática, pode-se dizer que estagflação significa menos empregos e elevação dos preços (inflação). Trata-se de um problema duplo para o cidadão.

Acontece que com menos ofertas de emprego, menos pessoas acessam o mercado de trabalho e, consequentemente, a produção cai. Já com a elevação dos preços, as famílias passam a consumir menos e, com isso, a moeda circula menos na economia.

Neste panorama, o trabalhador precisa comprometer uma parcela maior de sua renda para adquirir os itens mais básicos de sua cesta de alimentos.

Do lado do governo e dos bancos centrais, a estagflação obriga a implementar medidas de incentivo ao desempenho econômico e consumo. As equipes econômicas se desdobram para criar mecanismos que façam a “roda voltar a girar”.

Parece algo simples e até interessante, mas quando o Poder Público injeta dinheiro na economia, em certo momento ele terá que “aspirar” o excesso, e fará isso por meio da taxa básica de juros. Um dos efeitos é o aumento do custo de vida.

Qual a origem da estagflação?

O termo estagflação tem origem no “aportuguesamento” do termo em inglês stagflation, que deriva da união entre stagnation e inflation.

Trata-se de nomenclatura cunhada pelo político britânico Iain Macleod, que a utilizou pela primeira vez em 1965, em um discurso sobre o cenário econômico do Reino Unido. Ganhou notoriedade mundial durante a crise global do petróleo na década de 1970.

No Brasil, a primeira ocorrência registrada foi observada no começo dos anos 80, em meio à crise da dívida externa e ao segundo choque do petróleo iniciado em 1979.

Naquela ocasião, o país viveu outros cinco períodos menores de estagflação entre as décadas de 80 e 2000, tipicamente se estendendo por dois ou três trimestres.

O fenômeno mais recente de estagflação no Brasil, por sua vez, ocorreu em 2015, quando o país buscava equilibrar o combate à inflação com uma política nacional de estímulo ao consumo.

Entretanto, pode-se dizer que a origem desse fenômeno é registrada no final de 1973, quando países membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) passaram a regular a venda de sua produção de petróleo. Ou seja, criaram um cartel com o objetivo de controlar os preços ao determinarem a quantidade produzida. Quanto menos petróleo produzissem, menor a oferta no mundo, e maiores os preços. 

Naquela oportunidade, a criação da OPEP e o controle da produção fez com o que o preço do petróleo multiplicasse por quatro no intervalo de três meses. Colocando ainda mais lenha na fogueira da inflação, entre 1979 e 1980, uma nova crise geopolítica elevou ainda mais os preços da commodity – que subiu de U$S 13 para US$ 38 o barril.

A pandemia de Covid-19 no mundo

A pandemia de Covid-19 no mundo também é um fator causador da estagflação que se vê, mas ainda não foi oficialmente confirmada, no continente americano. Isso porque ela teve efeitos imediatos na produção, na renda e na vida de todos os cidadãos.

Primeiramente os governos determinaram o lockdown para conter o avanço da pandemia, depois injetaram dinheiro na economia para segurar o tranco e capitalizar empresas e negócios. Essas duas medidas têm efeitos prolongados que foram aditivados com o conflito Rússia-Ucrânia.

Vale lembrar que somente os Estados Unidos aportaram cerca de US$ 1,9 trilhão na economia. A iniciativa foi mais que necessária, contudo, ela traz consigo um custo altíssimo que é a própria inflação.

A Covid-19, que chegou ao Brasil em março de 2020, incidiu na queda do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos (EUA) naquele mesmo ano. Foi o maior recuo desde a Grande Depressão. A Organização Internacional do Trabalho estima que o impacto eliminou o equivalente a 255 milhões de empregos formais. Investigadores do Pew Research Center afirmam que a classe média global encolheu pela primeira vez desde os anos 1990.

Os custos serão distribuídos de forma desigual. Uma análise de 31 métricas de 162 nações elaborado pela Oxford Economics destacou Filipinas, Peru, Colômbia e Espanha como as economias mais vulneráveis a cicatrizes de longo prazo. Austrália, Japão, Noruega, Alemanha e Suíça foram considerados os mais bem colocados.

Todo esse cenário abala a confiança do empresariado, e traz desalento à classe trabalhadora. Isso redunda em um fator intangível que também contribui para o desalinhamento da economia.

O que diz o FMI?

Bem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que toda a economia global será afetada pelo conflito que se coloca no Leste Europeu.

Para a instituição, a estimativa é que o impacto derrube entre 5% e 15% da previsão inicial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo órgão.

Entretanto, elencou em relatório, que isso dependerá da duração do conflito. Para completar o cenário de estagflação, os preços também precisam subir, e na região esse movimento acontece antes mesmo do conflito europeu.

Dados do FMI indicam que em 2021 os valores das commodities alimentícias saltaram 23,1%, em média, o ritmo mais rápido em mais de uma década, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, ajustados pela inflação.

Já a leitura de fevereiro foi a mais alta desde 1961. E tudo isso se agrava porque sanções contra a Rússia travam os embarques e a produção de dois dos maiores produtores agrícolas do mundo.

Vale lembrar que juntos, Rússia e EUA somam 30% das exportações mundiais de trigo e 18% do milho.

Outro fator que deve ser levado em consideração para este possível cenário de estagflação à frente diz respeito à dependência europeia acerca do gás russo. Isso está inserido no segmento de energia e é a força motriz que alimenta a indústria alemã, francesa e italiana.

Esse bem é canalizado e transportado do país produtor ao país comprador e esses gasodutos cruzam a Ucrânia e a Polônia.

Outro problema elencado pelo FMI trata da fuga de capital. Países emergentes podem acabar perdendo recursos que se “deslocam” para países maduros como forma de autoproteção. Para a instituição, quando o fluxo do dinheiro é transformado, uma nova ordem política ocupa os espaços.

Por isso, segundo especialistas, a guerra no Leste Europeu pode remodelar fundamentalmente a ordem econômica global no longo prazo, e trazer novos protagonistas para este cenário. Acontece que uma guerra nunca acaba com a explosão da última bomba.

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