O Tesouro Prefixado 2029 pode ganhar espaço na carteira de quem concentra investimentos em ativos atrelados ao CDI, segundo a EQI Research. No relatório do Mais Renda Fixa, divulgado nesta sexta-feira (6), a casa defende uma exposição parcial ao título, negociado a uma taxa próxima de 15% ao ano no momento da análise.
Nesta semana, a Selic foi mantida em 13,75% ao ano pelo Copom. O cenário da EQI Research considera uma redução gradual da taxa para perto de 11,75% nos próximos dois anos, diante da perspectiva de acomodação da inflação.
Com essa trajetória, o estudo estima um retorno equivalente a aproximadamente 118% do CDI ao longo do período até janeiro de 2029. A comparação pressupõe a permanência no título até o vencimento e depende da confirmação das projeções para os juros.
Assinado por João Abdouni, analista da EQI Research, o relatório apresenta o prefixado como complemento à exposição em pós-fixados, para ampliar a diversificação da carteira de Renda Fixa.
Por que a EQI Research vê oportunidade
Segundo o estudo, as incertezas fiscais após a eleição elevaram os prêmios exigidos pelos investidores. A curva de juros passou a incorporar taxas mais altas, enquanto as projeções econômicas da casa apontam para uma trajetória de redução da Selic.
“Em nossa avaliação, embora os riscos fiscais permaneçam relevantes, a perspectiva de desaceleração da atividade econômica e de gradual acomodação da inflação poderá permitir que o Banco Central retome o processo de flexibilização monetária ao longo dos próximos anos”, escreve Abdouni.
Na avaliação da EQI Research, essa diferença abre espaço para contratar uma taxa prefixada competitiva em relação ao rendimento futuro dos investimentos vinculados ao CDI.
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Quais são os riscos da estratégia
Abdouni aponta a aceleração da inflação como o principal risco. Uma alta dos preços acima do esperado pode levar o Banco Central a elevar a Selic, comprometendo a vantagem projetada frente aos pós-fixados.
“Reconhecemos, entretanto, que essa estratégia não está isenta de riscos. Uma deterioração adicional do cenário fiscal, a persistência de níveis elevados de inflação ou a necessidade de manutenção de uma política monetária mais restritiva poderão pressionar as taxas de juros e provocar perdas no valor de mercado do título”, registra o relatório.
Se as taxas de mercado sobem, o preço do prefixado cai, o que pode gerar perdas em uma venda antecipada. Mantido até o vencimento, o título paga a remuneração nominal contratada na compra. Uma inflação maior, contudo, reduz o poder de compra desse rendimento.
Para conhecer as premissas e o comparativo de retorno da estratégia, acesse o relatório completo do Mais Renda Fixa no app EQI+.






