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Empresas do setor de saúde: vale a pena investir em 2022?

Empresas do setor de saúde: vale a pena investir em 2022?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

10 Fev 2022 às 19:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

10 Fev 2022 às 19:00 · 5 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Pixabay

Em um ano que promete volatilidade por causa das questões políticas, incerteza fiscal e inflação e juros em alta, muitos têm dúvidas sobre os rumos da bolsa. No entanto, algumas companhias deverão conseguir apresentar desempenho mais resiliente. Segundo analistas, as empresas do setor de saúde estão entre elas.

Em 2021, mais de 50 aquisições movimentaram cifra próxima a R$ 15 bilhões nesse segmento. Somente a Rede D’Or realizou 10 aquisições no ano passado, com investimento total de R$ 3,5 bilhões. Entre as aquisições do grupo, estão o Hospital Santa Isabel, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e o Hospital Biocor, em Belo Horizonte.

Por sua vez, a Dasa adquiriu laboratórios, clínicas, corretora e gestora de saúde. Dessa forma, criou uma rede integrada de saúde, em operações que totalizaram mais de R$ 2 bilhões.

Mas será que esse segmento continuará aquecido em 2022? Afinal, o que podemos esperar das empresas do setor de saúde para esse ano? Continue a leitura, e confira a opinião de especialistas sobre o assunto.

O que esperar das empresas do setor de saúde em 2022?

Na opinião de alguns gestores, as empresas do setor de saúde, ao lado das exportadoras de commodities, estão as que têm potencial de entregar os melhores retornos aos investidores em 2022.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Caio Lewkowicz, sócio e gestor da Tarpon, cita o setor como um dos menos suscetíveis ao cenário político e econômico dos próximos meses. “A fusão entre Hapvida e Intermedica cria a maior empresa de saúde no Brasil. Nesse sentido, buscará tanto clientes do SUS que querem um plano privado quanto aqueles que já tem um plano e desejam opções mais econômicas”, diz o gestor à Folha.

Para Aline Cardoso, da EQI Asset, no caso de empresas verticalizadas como Hapvida e Notre Dame Intermedica, devemos ver uma melhora significativa de resultados em 2022, em virtude da menor sinistralidade.

“Por conta da pandemia, a sinistralidade estava rodando acima da média histórica, mas deverá ser revertida em 2022. Além disso, essas  empresas deverão começar a mostrar parte das sinergias fruto da fusão, recentemente, aprovada pelo Cade”, afirma a gestora da EQI.

Por sua vez, a gestora Equitas também se mostra confiante no setor de saúde em 2022. De acordo com o seu fundador, Luis Felipe Amaral, cita dois exemplos de ações que deverão atravessar de forma mais tranquila a volatilidade desse ano. Uma delas é a rede Mater Dei; a outra, a rede de medicamentos Viveo, sendo que ambas fizeram seus IPOs em 2021.

“O setor de saúde depende menos da atividade econômica e mais da evolução esperada para a demografia da população a longo prazo. Por isso, acredito que essas operações sejam mais resilientes, mesmo em um ano de ruído político”, afirmou Amaral à Folha.

Há novas aquisições no radar?

De acordo com Aline Cardoso, a tendência de consolidação do setor deverá continuar com mais aquisições. Nesse sentido, a gestora da EQI destaca a atuação da Rede D’Or e Dasa, que têm potencial e apetite para adquirir players menores.

Para João Paulo Cavalcanti, economista e sócio-fundador na L6 Capital, especializada em fusões e aquisições, há boas chances de novas aquisições no mercado. Em entrevista concedida ao portal Saúde Busines, o economista afirma que ainda existem muitos gargalos nesse setor.

“Há uma fila enorme de pacientes desassistidos e negócios mal estruturados. Além disso, existe também pressão das operadoras para reduzir custos e um gasto per capita anual muito baixo. No entanto, a boa notícia é que o mercado está atento a isso e se posicionando para criar soluções”, diz o economista ao portal.

Em relação às próximas possibilidades, Fernando Kunzel, também sócio-fundador da L6 Capital, destaca algumas regiões do país. “Sob a perspectiva regional, o Sudeste segue sendo uma região importante para o mercado. Por sua vez, Nordeste também tem apresentado companhias como alvo de aquisições. Isso porque é uma região que, com incremento de renda, tenderá a consumir ainda mais os serviços de saúde”, afirma o gestor na mesma entrevista.

Kunzel ainda destaca Belo Horizonte como uma região de possível disputa entre grandes players. Nesse sentido, observa que a Unimed é muito forte na região e, por isso, deve atuar para não perder market share.

A medicina diagnóstica também está no radar da L6 Capital quando o assunto são fusões e aquisições. “Há mais de uma década, esse setor passa por ondas de consolidação. Porém, ainda tem apetite para novas consolidações”, afirma o gestor. Nesse sentido, Kunzel dá como exemplo as aquisições de laboratórios no Sudeste e Nordeste feitas pela Fleury.

saúde

E como escolher ações desse segmento?

Aline Cardoso, da EQI, aponta alguns fatores importantes que devem ser observados na hora de analisar ações do setor de saúde:

– índice de sinistralidade;

– índice de inadimplência;

– margem EBITDA;

– utilização da capacidade dos hospitais;

– ganho de market share;

– capacidade de repassar os aumentos de custos para os preços;

– crescimento na base de beneficiários.

Quer saber mais sobre as empresas do setor de saúde e os investimentos disponíveis? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para apresentar as aplicações disponíveis!

Leia também: com uma assessoria de investimentos pode te ajudar em 2022!

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