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Elon Musk: o maior bilionário do mundo ou o CEO mais endividado da América?

Elon Musk: o maior bilionário do mundo ou o CEO mais endividado da América?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

02 Mai 2022 às 17:25 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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02 Mai 2022 às 17:25 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Elon Musk definiu os termos para a aquisição do Twitter

Reprodução

O bilionário Elon Musk certamente teve na semana passada uma das mais agitadas de sua vida como investidor. Desde a segunda-feira (25), quando teve aceita pelo Twitter (TWTR34) sua proposta de compra da companhia, a um valor estimado em US$ 44 bilhões, seu nome não saiu das manchetes nos noticiários de economia e tecnologia.

Algumas delas, contudo, não foram positivas. Na noite de quinta-feira (28), veio o anúncio de que Musk havia vendido desde o início da semana cerca de US$ 8,4 bilhões em ações da Tesla (TSLA34), sua montadora de carros elétricos.

O objetivo da operação foi se capitalizar para a operação de compra do Twitter. Musk correu para, na própria rede social, dizer que “não havia mais planos de venda para a Tesla”.

Altos e baixos

As ações da companhia, na sexta-feira, tiveram um dia de muita volatilidade na Nasdaq, abrindo em alta e chegando a US$ 933, pela manhã, para depois cair e voltar a índices próximos da véspera, em torno de US$ 880.

Foi um ritmo parecido durante toda a semana, com a diferença de que, na segunda, logo após o anúncio da aquisição do Twitter, os papeis chegaram a romper a marca dos US$ 1 mil.

O Twitter, que teve suas ações precificadas a US$ 54,20 na proposta de Musk, também experimentou dias de volatilidade nas cotações, que na sexta-feira se mantiveram estáveis, em torno dos US$ 49.

A empresa anunciou lucros de mais de US$ 500 milhões no primeiro trimestre de 2022, porém o valor foi turbinado pela venda de uma empresa produtora de aplicativos, a MoPub. Operacionalmente, houve prejuízo de mais de US$ 100 milhões no período.

Musk, o “CEO mais endividado da América”

A grande questão do mercado sobre a transação é de onde Musk vai tirar o dinheiro para o pagamento aos proprietários das mais de 800 milhões de ações que comprará – para depois, segundo o plano apresentado à SEC, órgão regulador do mercado financeiro norte-americano, tirar do mercado e transformar a companhia numa empresa de capital fechado.

Isso porque a maior parte da fortuna do bilionário sul-africano está imobilizada em ações de suas empesas. Por isso, o acordo de compra do Twitter prevê:

  • US$ 13 bilhões por meio de empréstimos bancários
  • US$ 21 bilhões em dinheiro
  • US$ 12,5 bilhões por outros financiamentos, garantidos pelas ações de Musk na Tesla.

Pela margem normalmente exigida pelos bancos, o bilionário pode comprometer até um quarto do valor da montadora com tais empréstimos.

Como ele já tem outros empréstimos com ações como garantia, analistas preveem que ele terá sim que se desfazer de mais papeis. Com isso, o site CNBC publicou que Musk se tornará, provavelmente, “o CEO mais envidado da América”, caso a negociação pelo Twitter se efetive nesses termos.

E os BDRs dos investidores brasileiros?

Os BDSs (Brazilian Depositary Receipts), papeis negociados na B3 atrelados às empresas de Musk, também têm registrado volatilidade nesta semana. O Twitter (TWTR34) oscilou na sexta-feira entre R$ 120 e R$ 123, depois de alcançar R$ 130 na segunda-feira – muito longe do topo histórico, de R$ 224, em fevereiro de 2021.

Já os BDRs da Tesla chegaram a passar de R$ 142 durante o pregão de sexta-feira, para chegar ao fim do dia em valores mais próximos aos negociados na abertura, em torno de R$ 136. No começo deste ano, esses papeis chegaram a valer por volta de R$ 200.

Mas o que são BDRs, mesmo?

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são recibos vinculados a ações de empresas que operam no exterior. Para adquirir BDRs, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Para listar ou emitir um BDR, um banco ou corretora que opere no país de origem da companhia emissora das ações adquire um pacote de ações da empresa e os coloca em sua custódia. Depois lista recibos destes ativos, que serão negociados na bolsa brasileira e possuem lastro nestes papéis custodiados.

Quem adquire um BDR terá, desta forma, direito aos dividendos distribuídos pela companhia, porém o investidor não é o dono da ação. Não é, portanto, sócio da empresa em questão, mas pode faturar a partir dos resultados obtidos pela companhia, bem como ganhar com a valorização destas ações na bolsa de origem.

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