A Cielo (CIEL3) divulgou, nessa segunda-feira (16), estudo sobre o “Impacto do COVID-19 (nome científico do novo coronavírus) no varejo brasileiro”.
Uma das principais conclusões é de que o faturamento nominal (sem descontar a inflação) do varejo nacional sofreu um “tombo”, da primeira para a segunda semana de março, de -3,6% para -6%, respectivamente, no comparativo com igual período do mês anterior.
Os cálculos levaram em conta, como base 100, o dia 2 de fevereiro.
Em sua análise, a Cielo comenta que, até o dia 15 de março, o efeito negativo da pandemia ainda “não era tão pronunciado”, mas que se acentuou em seguida.
Queda livre
Já na análise por setores, o de turismo e transporte entrou em queda livre, com o seu faturamento despencando 41% entre 16 de fevereiro e 15 de março.
Apesar disso, as drogarias e farmácias tiveram altas, nesse mesmo período, de 16,7%, o mesmo ocorrendo com os supermercados e hipermercados, que tiveram faturamento 13,6% maior.
Perdas crescem
No confronto entre períodos de anos distintos – 9 a 15 de março de 2020 e 11 a 17 de março de 2019 – as perdas por setores foram diversas.
Enquanto o setor de turismo e transporte – já fortemente afetado pela expansão da pandemia – registrou declínio 36,1%, os supermercados e hipermercados elevaram em 23,1% seu faturamento, o mesmo ocorrendo com as drogarias e farmácias, com crescimento de 20%. Já o varejo global, por sua vez, acusou queda modesta de 0,1%.
São Paulo encolhe
Maior cidade brasileira e alvo da maior concentração de infectados do país, o varejo em São Paulo apresentou um quadro de aceleração das perdas de faturamento este mês. De uma retração de 0,4%, na primeira semana, a cidade amargou queda de 8,2% na segunda semana.
De 16 de fevereiro a 15 de março, porém, as perdas da Capital paulista avançaram para 74,4%.
Desempenho positivo
Nesse mesmo período, porém, mais uma vez, tanto as drogarias e farmácias (+25,7%), quanto os supermercados e hipermercados (18,1%), tiveram desempenhos positivos.
Distinção permanece
A distinção permanece quando se confronta o período de 11 a 17 de março com o de 9 a 15 de março corrente, pois o setor de turismo e transporte expande a queda para 77,2%, ao passo que as drogarias e farmácias (+30,2%) e supermercados e hipermercados (+19,2), mantêm bons desempenhos. O mesmo não se pode dizer do varejo total, que caiu 13,9%.