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Turismo cresce em outubro, mas segue bem abaixo do nível pré-pandemia

Turismo cresce em outubro, mas segue bem abaixo do nível pré-pandemia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou nesta sexta (11) que o setor de turismo no Brasil avançou em outubro.

Segundo o órgão, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrou que houve um crescimento de 7,1% em relação a setembro, mas uma queda de 33,6% no comparativo com o mesmo mês de 2019.

A recuperação do setor após a explosão da pandemia de Covid-19 também parece estar distante. De acordo com o IBGE, as perdas do Turismo no ano já estão em 38,2%.

“Mesmo com a alta, o setor de turismo não conseguiu ainda voltar ao patamar pré-pandemia”, afirmou o pesquisador do IBGE, Rodrigo Lobo.

De acordo com o órgão, seria necessário um crescimento de 54,7% para o Turismo alcançar o patamar de fevereiro, pré-pandemia.

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Crescimento do Turismo por regiões

A recuperação do Turismo aconteceu em 12 unidades da federação no comparativo entre outubro e setembro. Os principais destaques, de acordo com o IBGE, foram, pela ordem: Bahia (24,4%), Rio Grande do Sul (19,7%), Minas Gerais (10,9%), Rio de Janeiro (6,1%) e São Paulo (3,6%).

No cenário em que são colocados lado a lado os números deste ano com os de 2019, no entanto, as mesmas unidades seguem apresentando queda, com São Paulo puxando a fila (-40,9%), seguida por Pernambuco (-38,2%), Rio Grande do Sul (-35,8%), Bahia (-31,9%), Rio de Janeiro (-29,3%) e Minas Gerais (-27,4%).

Prejuízo já soma R$ 245,5 bilhões, diz CNC

A mostra de que a pequena melhora no índice de outubro ainda é insuficiente para o setor fica clara quando os números analisados são os das receitas.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o prejuízo em 2020 já alcançou a soma de R$ 245,5 bilhões desde março.

O cenário mês a mês mostra que as perdas passaram de R$ 13,38 bilhões em março para R$ 36,94 bilhões em abril, chegando ao pico de R$ 37,47 bilhões em maio.

Nos meses seguintes, houve uma “melhora” discreta, ou uma piora menos acentuada: R$ 34,18 bilhões em junho, R$ 31,87 bilhões em julho, R$ 29,02 bilhões em agosto, R$ 24,98 bilhões em setembro, R$ 20,73 bilhões em outubro e R$ 16,91 bilhões em novembro.

“O setor vislumbrava melhora no início de 2021, com a possibilidade de uma vacinação, mas agora vai amargar perdas maiores”, alertou o economista Fabio Bentes, responsável pelo cálculo da CNC.

“Temos eventos importantes para o turismo que foram cancelados, como o carnaval no Rio e em Salvador, que são como o Natal do setor de turismo. O réveillon também foi cancelado. No primeiro trimestre de 2021, essas perdas vão aumentar, porque são eventos importantes para o setor que não acontecerão, tendo como pano de fundo um agravamento da pandemia. A situação pode piorar com esses cancelamentos, mas também por conta de medidas mais restritivas de circulação de turistas nacionais”, apontou o economista da CNC.

De acordo com a CNC, o faturamento real do setor de Turismo no Brasil deve encolher 39,1% até o fim de 2020. O retorno aos níveis pré-pandemia deve demorar bastante, estando previsto para o segundo trimestre de 2023.

O desempenho teve influência direta nos empregos. Segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria do Trabalho, 469,4 mil postos de trabalho formais em atividades turísticas foram eliminados de março a outubro deste ano.

Esse número representa uma redução de 12,9% da força de trabalho do setor. Os principais cortes ocorreram nos segmentos de serviços culturais (-45% de ocupados ou 8,7 mil postos a menos), agências de viagens (-28% ou -19,1 mil pessoas) e de hotéis, pousadas e similares (-21% ou -72,1 mil trabalhadores).

Leia também: Setor de serviços avança 1,7% em outubro