As taxas dos títulos do Tesouro Direto registram alta nesta terça-feira (11) na comparação às oferecidas na segunda-feira (10).
A maioria dos títulos apresentaram correções para cima. As maiores altas foram do Tesouro IPCA+ 2035 e 2045.
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- Confira as variações do Tesouro hoje:
| Tesouro | Investimento Mínimo | Taxa (% a.a.) 10/08/2020 | Taxa (% a.a.) 11/08/2020 | Variação (p.p.) |
|---|---|---|---|---|
| Prefixado 2023 | R$ 36,50 | 3,87% | 3,91% | +0,04 |
| Prefixado 2026 | R$ 36,21 | 6,10% | 6,18% | +0,08 |
| Prefixado 2031 juros semestrais | R$ 37,06 | 6,76% | 6,86% | +0,10 |
| Selic 2025 | R$ 106,65 | 0,03% | 0,03% | 0,00 |
| IPCA + 2026 | R$ 58,28 | 2,08% | 2,14% | +0,06 |
| IPCA +2035 | R$ 39,23 | 3,51% | 3,62% | +0,11 |
| IPCA + 2045 | R$ 41,28 | 3,51% | 3,62% | +0,11 |
| IPCA + juros semestrais 2030 | R$ 43,04 | 2,81% | – | – |
| IPCA + juros semestrais 2040 | R$ 45,35 | 3,56% | – | – |
| IPCA + juros semestrais 2055 | R$ 46,18 | 3,85% | 3,95% | +0,10 |
Cenário
O Ibovespa futuro abriu em alta de 1,19%, aos 104.320 pontos nesta terça-feira (11), em linha com os mercados externos. Ontem a bolsa de São Paulo ganhou 0,65%, indo a 103.444 pontos.
A notícia mais relevante no Brasil diz respeito à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela justificou o corte da Selic de 2,25% para 2%. E apontou o que o mercado já previa: um novo corte, se houver, será pequeno. O risco fiscal e a inflação estão no radar do Copom.
Enquanto isso, O dólar abriu em queda de 0,49% nesta terça-feira (11), cotado a R$ 5,4373. Na segunda-feira (10), o dólar fechou em alta 0,94%, cotado a R$ 5,4643.
Copom: cenário permanece desafiador
Na ata, o Copom avalia que o cenário é desafiador, especialmente para países emergentes. E que o Brasil recuperou apenas parcialmente até aqui as perdas decorrentes das medidas de isolamento social devido à pandemia.
“A pandemia da Covid-19 continua provocando a maior retração econômica global desde a Grande Depressão (1929). Nesse contexto, apesar de alguns sinais promissores de retomada da atividade nas principais economias e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador”.
O Copom ressalta a imprevisibilidade da evolução do vírus, que aumenta a insegurança econômica. E afirma que a provável retirada ou redução do auxílio emergencial do governo à população tende a impactar o consumo. E, consequentemente, ter reflexos na inflação.
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