A Assembleia Geral Extraordinária da Suzano (SUZB3) aprovou a incorporação do patrimônio líquido, e consequente extinção, de oito controladas no total de R$ 433,263 milhões.
“A incorporação não resultará em aumento de capital da companhia e, consequentemente, não haverá qualquer relação de substituição de ações: a Suzano é diretamente detentora da totalidade do capital social das subsidiárias integrais”, explica comunicado da empresa.
“As subsidiárias integrais serão extintas de pleno direito e para todos os fins, sem necessidade da adoção de procedimento de liquidação ou dissolução”, complementa.
“A totalidade do patrimônio das subsidiárias integrais será transferida, a título universal, à companhia, que sucederá as controladas em relação a todos os bens, os direitos, as pretensões, obrigações, sujeições, ônus e as responsabilidades de titularidade.”
As ações da Suzano (SUZB3) subiam 0,12% nesta terça, por volta das 14h, com a incorporação do patrimônio líquido e a consequente extinção de oito controladas.
AES Brasil: troca de cinco ações da AES Tietê (TIET11)
A AES Brasil anunciou que vai propor em AGE no dia 29 de janeiro de 2021 a troca de cinco ações da AES Tietê (TIET11) por uma da nova companhia.
“A AGE vai deliberar sobre a autorização os administradores para subscreverem as novas ações a serem emitidas pela AES Brasil e praticar demais atos necessários à reorganização, inclusive o cancelamento concomitante das ações de emissão da AES Brasil detidas pela AES Tietê, pata eliminar a participação recíproca entre a AES Tietê e a AES Brasil”, explica comunicado da empresa.
A assembleia vai ratificar a aquisição “pela companhia de quotas representativas de 100% do capital social da Ventus Holding de Energia Eólica e de ações representativas de 51% do capital social das sociedades de propósito específico Brasventos Eolo Geradora de Energia, Rei dos Ventos 3 Geradora de Energia, Brasventos Miassaba 3 Geradora de Energia S.A. (coletivamente, SPE e, em conjunto com a holding, Complexo Ventus)”, acrescenta.
A AES Tietê (TIET11) informou na sexta, dia 18 de dezembro, a aprovação pelo conselho de administração de proposta de reorganização societária.
De acordo com nota à CVM, haverá a incorporação das ações de emissão da companhia pela AES Brasil Energia. Ampliando, portanto, a capacidade de crescimento da nova holding, além da alavancagem do grupo.
Conforme o fato relevante, todos os acionistas da AES Tietê se tornam acionistas da AES Brasil Energia. A empresa explica que todos manterão o mesmo percentual atual de participação na nova companhia.
Sobre a reorganização
A reorganização tem como objetivo migrar a base acionária da AES Tietê para a AES Brasil Energia. Esta terá as ações de sua emissão listadas no segmento do Novo Mercado da B3.
A reorganização vai permitir maior alavancagem, uma vez que somente os ativos que estiverem abaixo da TIET3 ficarão limitados ao atual teto de 3,85 vezes da dívida líquida/Ebitda, segundo a empresa.
“Além dos 3,85 vezes, os novos projetos poderão ser desenvolvidos em sociedades de propósito específico sob controle comum da atual AES Tietê, permitindo um endividamento de até 80% em tais sociedades”, diz o documento.
De acordo com a companhia, a reestruturação ainda deve ser aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isto seria em razão da mudança do controlador direto da companhia, como está previsto em seu contrato de concessão.
A AES Tietê e a AES Brasil Energia estimam que os custos, em conjunto para as duas companhias, com os procedimentos para a incorporação serão de aproximadamente R$ 1,8 milhão. Além disso, para as empresas, não há nenhum risco relevante de implementação e que atinja o investidor.
AES Tietê (TIET11) adquire Complexo Eólico Ventus por R$ 650 milhões
A AES Tietê (TIET11) concluiu no último dia 2, a aquisição das sociedades de propósito específico que compõem o Complexo Eólico Ventus, localizado no Rio Grande do Norte.
O complexo, formado pelos parques Brasventos Eolo, Rei dos Ventos 3 e Miassaba 3, foi adquirido pelo valor de R$ 650 milhões.
Segundo a AES Tietê, o preço de aquisição foi dividido em duas partes: 51% que corresponde a R$ 449 milhões, pagos na data de hoje (2) e 49% pagos após 5 meses, sem atualização monetária.
Além disso, a Companhia assumiu a dívida líquida do Complexo, cujo saldo em 31 de outubro de 2020 era de R$ 183 milhões.
Em operação desde 2014, o Complexo Eólico Ventus possui 187 MW de capacidade instalada e foi comercializado por leilão de reserva por 20 anos.
Com a conclusão da operação, a AES passa a contar com uma capacidade instalada de 3,9 GW do seu portfólio 100% renovável.
“Este Projeto está alinhado à nossa estratégia de crescimento e diversificação e a criação de um novo cluster eólico no Rio Grande do Norte”, destacou a AES.
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