A Rumo (RAIL3), companhia ferroviária, registrou no segundo trimestre de 2021 um lucro líquido de R$ 314 milhões, queda de 22,4% na comparação com os R$ 405 milhões contabilizados no mesmo intervalo do ano passado.
O recuou se deu apesar de a receita líquida da empresa ter avançado 21,2% na mesma comparação, chegando a R$ 2,2 bilhões, com maiores volumes transportados – com alta de 9,1%, chegando a 17 milhões de toneladas por quilometro – e com o aumento de 13,8% da tarifa consolidada, após o repasse dos ajustes de preço de combustíveis e melhores contratos.
Leia aqui o balanço na íntegra.
Rumo (RAIL3): Principais números do balanço
Lucro líquido
- 2TRI21: R$ 314 milhões
- 2TRI20: R$ 405 milhões
Receita líquida
- 2TRI21: R$ 2,2 bilhões
- 2TRI20: R$ 1,8 bilhão
Ebitda
- 2TRI21: R$ 1,1 bilhão
- 2TRI20: R$ 1,2 bilhão
Porto de Santos é destaque na performance da Rumo
Nos volumes transportados, a Rumo viu a operação Norte avançar 7,7, com melhor performance dos produtos industriais – principalmente combustíveis. Na operação sul e na de contêineres as altas foram de, respectivamente, 9,6% e 32,8%.
Sobre esse último desempenho, no porto de Santos, a companhia aponta que ganhou ganhou 5,6 pontos percentuais de market share no segmento de grãos, com volumes adicionais gerados pela Malha Central.
Ebitda avança mas margem cai com combustíveis
O Ebitda da Rumo atingiu R$ 1,19 bilhão, alta de 21,5%, com a melhora da receita e da diluição dos custos fixos. A margem Ebitda da Rumo, porém, ficou em 54%, ante 66,5% no mesmo período de 2020.
Os custos variáveis avançaram 34,6%, com o combustível 83% mais caro na base anual, chegando a R$ 586 milhões. Os custos fixos, com despesas comerciais, gerais e administrativas, chegaram a R$ 454 milhões, alta de 10,4%.
Resultado financeiro piora
Por fim, a Rumo viu também seu lucro líquido ser impactado também pelo resultado financeiro, negativo em R$ 351 milhões, número 74,6% maior do que os R$ 201 milhões do segundo trimestre de 2020. “O custo da dívida bancária teve um incremento em função do aumento do CDI e do IPCA e do maior saldo da dívida bruta”, explicou.
A Rumo fechou junho com um endividamento líquido de R$ 8,2 bilhões, alta de 1,4% na base trimestral.