A companhia de cruzeiros de origem norueguesa e sede em Miami Royal Caribbean anunciou no sábado (14) que suspendeu as viagens de sua frota em todo o mundo, como forma de se prevenir do surto do novo coronavírus, conhecido como Covid-19.
A Royal afirma que concluirá todas as travessias já em andamento, conforme programado e comercializado, e espera conseguir retornar a operação em 11 de abril de 2020.
Cruzeiros têm sido monitorados com frequência em todo o mundo, depois que o navio Diamond Princess, da empresa Princess Cruises, atracado em Yokohama, no Japão, acabou tento mais de 700 pessoas infectadas, com 7 mortes confirmadas.
Princess Cruises
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (13) que grandes linhas de cruzeiros, incluindo a Royal Caribbean, suspenderiam suas operações por 30 dias a seu pedido, após repetidas transmissões de coronavírus entre os passageiros no mar.
A empresa seguiu os conselhos do presidente. A Royal é uma das maiores empresa de cruzeiros, com uma frota de 24 navios de luxo. Suas embarcações estão entre as maiores do mundo.
Na quinta-feira (12), a Princess Cruises já havia tomado a decisão de suspender a operação dos seus 18 navios por um período ainda maior, de 60 dias.
De acordo com o comunicado da empresa, a decisão é uma forma de cuidar da “saúde, segurança e bem-estar dos hóspedes, membros da tripulação e comunidades visitadas globalmente”. Uma “resposta proativa às circunstâncias imprevisíveis que evoluíram da disseminação global do Covid-19”.
Além do Diamond Princess, a companhia também teve casos confirmados no navio Grand Princess, que atracou na Califórnia, hoje em quarentena, após teste positivo para o vírus em 21 pessoas das 3.500 a bordo.
O Princess Cruises é uma das nove companhias de cruzeiros do maior operador mundial, a Carnival Corporation.
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