A Romi (ROMI3) registrou no segundo trimestre de 2021 (2TRI21) um lucro líquido de R$ 42,8 milhões, crescendo 277% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A companhia, especializada em serviços de engenharia e peças de maquinário, viu sua receita operacional líquida avançar 79,3% entre abril e junho deste ano ante os mesmos meses de 2020, ficando em R$ 351,4 milhões.
A diferença nos números, segundo a própria Romi em seu documento, é decorrente em parte da retomada da demanda que se deu a partir do meio de 2020, além do melhor cenário econômico, com a indústria nacional ainda aquecida pelo nível baixo de juros e pelo patamar cambial.
- Veja o balanço na íntegra
Na unidade de fundidos e usinados, a receita da Romi avançou 102,9%. Na de máquinas, 153,1%. Na subsidiária alemã Burkhardt+Weber, porém, ouve queda de 17,7%, por conta das medidas de controle a covid-19 impostas no país europeu neste ano, mais duras que no Brasil.
Principais números do balanço do segundo trimestre da Romi (ROMI3)
Lucro líquido
- 2021: R$ 42,8 milhões
- 2020: R$ 11,3 milhões
Ebitda
- 2021: R$ 66,4 milhões
- 2020: R$ 19,2 milhões
Receita líquida
- 2021: R$ 351,4 milhões
- 2021: R$ 196 milhões
Ebitda da Romi avança
A Romi (ROMI3) teve um Ebitda de R$ 66,4 milhões, ante R$ 19,2 milhões no segundo trimestre de 2020. A margem Ebitda avançou, entre abril e junho, para 15,9%, ante 9,8% no ano passado. A companhia destaca que focou em projetos voltados à melhoria da eficiência operacional e ao controle de despesas.
Resultado financeiro melhora
O resultado financeiro líquido da Romi melhorou na comparação anual, ficando negativo em R$ 124 mil nos últimos três meses, ante o déficit de R$ 2,3 milhões no ano passado.
A companhia conseguiu diminuir seu endividamento na mesma base, estando com um passivo líquido de R$ 4,4 milhões no dia 31 de junho de 2021, ante R$ 28,5 milhões registrados no mesmo dia de 2020.
Investimentos
A Romi explica que os empréstimos da companhia, que somam R$ 169,3 milhões ao total (dos quais são subtraídos o caixa e o equivalente de caixa de R$ 164,9 milhões para se chegar à dívida líquida), são destinados a investimentos em modernização, à pesquisa, ao desenvolvimento de novos produtos e a financiamentos de exportação e importação. Foram R$ 19,4 milhões aportados em melhorias, ou Capex, entre abril e junho, alta de 479,2% na base anual.
Confira os destaques do balanço da Romi (ROMI3):







