O presidente Jair Bolsonaro precisará “ser convencido” de que pode enviar o texto da reforma administrativa para o Congresso Nacional.
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Essa foi a declaração dada por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, após participar de uma reunião com o próprio Bolsonaro e outros parlamentares envolvidos na discussão.
“A administrativa, o governo tem uma proposta pronta. Vamos tentar convencer o presidente de que ele pode enviar, que ele vai enviar e que não vamos ter desgaste, vamos ter apoio da sociedade”, afirmou Maia, ao G1.
Segundo Rodrigo Maia, a proposta da reforma administrativa poderá gerar polêmica em alguns pontos, mas a Câmara está pronta para defender o texto dividir um eventual ônus político com o Palácio do Planalto.
“A proposta da reforma administrativa está pronta. Ele vai ter apoio de grande maioria da Câmara, de forma transparente, defendendo, dividindo com ele qualquer tipo de preocupação de ônus em relação ao envio dessa matéria, que gera polêmica”, disse.
Servidores do passado não serão atingidos na reforma
A confiança de Rodrigo Maia em ver a reforma tributária receber apoio de todas as partes vem, por um lado, do fato de as mudanças estarem relacionadas somente aos novos servidores.
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“A vantagem dela é que, como não está atingindo o passado, acho que não vamos ter esse conflito com os atuais servidores”, pontuou.
“O que não podemos é ter uma máquina que custa o que ela custa, onde o salário médio dos servidores federais hoje é o dobro dos seus equivalentes no setor privado. Há uma distorção, uma concentração do orçamento público na mão de uma elite do serviço público dos três poderes e isso precisa modificar”, completou o presidente da Câmara.
Desoneração
Ao falar sobre o veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até o fim do ano, Maia foi claro:
“A questão é o seguinte: o veto da desoneração terá impacto para o próximo ano. Se há o compromisso de voltar até a primeira semana de setembro, do ponto de vista do impacto da manutenção da desoneração para esses setores, está garantido”.
Mourão diz que texto da reforma está pronto e “aguardando Bolsonaro”
O vice-presidente Hamilton Mourão confirmou as declarações de Rodrigo Maia sobre estar esperando o presidente Jair Bolsonaro “ser convencido” a ratificar o texto da reforma administrativa.
Segundo Mourão, o texto está pronto, mas o envio do projeto ao Congresso “depende de uma decisão política” do presidente Bolsonaro.
“A reforma está pronta, ela está pronta desde o começo do ano. Compete ao presidente, por meio de uma decisão política, remetê-la ao Congresso. Acho que o Congresso está com boa vontade para receber essa reforma e trabalhar nela”, afirmou Mourão.
O vice-presidente da República não descartou a possibilidade de o Congresso tratar paralelamente as reformas administrativa e tributária, mas alertou que “tudo depende da vontade dos nossos parlamentares”.
Teto de gastos
O vice-presidente também voltou a defender a regra do teto de gastos, assunto que vem gerando discordância entre membros da oposição e líderes do próprio governo.
“Nosso governo não pode dar passos em falso e trazer de volta as consequências de um desequilíbrio grande, que são inflação, juros altos. A gente não pode dar margem a isso”, afirmou.
Na visão de Hamilton Mourão, qualquer tropeço quando se trata de equilíbrio fiscal pode trazer de volta a alta da inflação e dos juros, algo que o governo quer evitar a todo custo.






