As linhas de crédito para financiamento da folha de pagamento, no valor R$ 40 bilhões, chegaram às pequenas e médias empresas, sem discriminação, disse João Manoel Pinho de Mello, Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central. As informações são do Broadcast do jornal Estadão.
Segundo Mello, todas as firmas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões e com histórico de bom pagador nos últimos 6 meses, antes da pandemia de coronavírus, terão acesso ao crédito.
“A política de concessão final é do banco. Qualquer negativa de crédito para empresas elegíveis terá de ser detalhada ao BC. O Banco Central garantirá que não haverá discriminação e que a linha chegará a empresas elegíveis. Vamos cumprir papel supervisão”, afirmou Mello.
O diretor do BC ressaltou que o crédito para financiar as folhas de pagamentos terá o custo de 3,75%, sem spread (diferença entre o preço de compra e venda de uma ação, título ou transação monetária) ou custo adicional.”O setor bancário está todo alinhado para fazer o recurso chegar na ponta”, reforçou.
Segundo Mello, a linha de crédito ainda precisa de uma autorização legal para sua criação. “Estamos trabalhando a todo vapor para entregar (o programa) de maneira tempestiva”, afirmou.
O BNDES será responsável por disponibilizar os recursos para os bancos públicos e privados. A medida visa garantir o pagamento de até dois salários mínimos, facilitando assim o capital de giro das empresas. O recurso deve estar disponível em abril para a folha de maio.