O câmbio fechou a semana em R$ 5,38. A alta é de 33,8% no ano e joga o real entre as moedas mais desvalorizadas do mundo. Ele fica atrás, por exemplo, do peso argentino, que teve desvalorização de 19,4% em 2020. O rand sul-africano teve baixa de 19,2%). O peso mexicano, queda de 19,1%. E a lira turca, de 15,4%.
A explicação para a desvalorização do real vem, em parte, da pandemia de coronavírus, que atinge a economia brasileira desde março, mas também da fuga de capital estrangeiro na bolsa. Os investidores estrangeiros retiraram do mercado brasileiro, do início do mês até 15 de julho, R$ 5,75 bilhões.
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Real em baixa e Ibovespa perto dos 103 mil pontos
Na sexta-feira (17), o dólar reverteu a baixa de quinta e fechou em alta de 1,02%, cotado a R$ 5,3805. Isto apesar do otimismo no Ibovespa perto dos 103 mil pontos.
O ânimo na bolsa brasileira veio com as afirmações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que ele levará, pessoalmente, o texto da Reforma Tributária para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na próxima terça-feira (22).
Guedes adiantou, durante evento da XP, que o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) vai baixar, e o Imposto de Renda Pessoa Física irá subir.
Também, que em breve será implantado um imposto sobre dividendos, cujo projeto já estaria pronto.
A questão da volta de um imposto nos moldes da CPMF também está no radar, mas encontra resistência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Ibovespa acumula perda de 11% no ano
Mesmo ultrapassando a barreira dos 100 mil pontos, o Ibovespa acumula, no ano, perda de 11%.
E, de acordo com levantamento do portal Poder 360, a bolsa está com desempenho pior do que a bolsa da Índia (-10,3), da Austrália (-9,7%), da Rússia (-8,9%), por exemplo.
As bolsas americanas seguem mistas. Dow Jones tem baixa de 6,5% no ano. S&P, registra perda de 0,2%. E Nasdaq segue com alta de 17,1%.
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