A Ágora realizou três trocas em sua carteira de recomendações de ações para agosto. A corretora decidiu retirar a BR Distribuidora (BRDT3), Lojas Renner (LREN3) e as units da Klabin (KLBN11). No lugar, inseriu Randon (RAPT4), B3 (B3SA3) e Suzano (SUZB3).
Em seu relatório, a Ágora afirma que as trocas foram pontuais e táticas, buscando o melhor risco retorno.
A retirada da BR Distribuidora e de Renner levou em conta, de acordo com o documento, impactos que as companhias terão com os resultados possivelmente mais fracos do segundo trimestre, a serem divulgados nos próximos dias. A corretora optou também por uma troca tática entre empresas do setor de papel e celulose. “No geral, optamos por companhias que poderão apresentar números mais resilientes em seus resultados do segundo trimestre”, afirma o relatório.
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A carteira Top 10 da Ágora é composta por:
- CESP (CESP6)
- Eletrobras (ELET6)
- Itaú (ITUB4)
- Suzano (SUZB3)
- Lojas Americanas (LAME4)
- B3 (B3SA3)
- Randon (RAPT4)
- Petrobras (PETR4)
- Rumo (RAIL3)
- Vale (VALE3)
CESP
A Ágora diz que a companhia de energia de São Paulo segue como uma das principais recomendações no setor elétrico e que os resultados devem mostrar resiliência mesmo em períodos de desaceleração da economia.
A avaliação é que a companhia deve resolver problemas com litígios nos próximos 12 a 18 meses e se tonar uma boa geradora de caixa, por meio de sua geração hidrelétrica pura. O relatório destaca que o valuation atual da CESP é muito atraente.
Preço-alvo: R$ 36,00
Eletrobras
Os preços das ações da Eletrobras, apesar da alta recente, ainda são atrativos, sobretudo para investidores de longo prazo. A taxa interna de retorno dos papéis implícita está acima de títulos públicos de renda fixa de longo prazo, argumenta a Ágora. Também para a Eletrobras, a Ágora acredita que os resultados podem mostrar certa resiliência mesmo em períodos de desaceleração econômica. A privatização do sistema, a ser debatido no Congresso no segundo semestre, tem que ser levado em conta.
Preço-alvo: R$ 55,00
Itaú
Na avaliação da Ágora, os bancos devem continuar a enfrentar condições de mercado desafiadoras nos próximos anos, com as margens com intermediação financeira pressionadas por taxas de juros mais baixas e receitas com tarifas desafiadas pela concorrência
Os lucros dos bancos devem crescer menos, em média 3,5%.
No entanto, a corretora acredita que com a pandemia investidores podem preferir os bancos de grande porte para enfrentar a turbulência do mercado.
Os bancos também devem mostrar menor apetite por risco, fazendo com que as margens com intermediação financeira diminuam mais gradualmente do que se espera.
“Resultados mais resilientes nos próximos trimestres em comparação com outros nomes e setores poderiam ser suficientes para justificar uma mudança dos investidores para as ações dos bancos”, diz o documento. A preferência da corretora nesse setor é o Itaú.
Preço-alvo: R$ 39,00
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Suzano
A empresa deve se beneficiar no segundo semestre por uma combinação da melhoria da demanda global com as paradas de capacidade de unidades produtoras, o que deve elevar os preços a partir de outubro.
Nesse cenário, a “Suzano deve se beneficiar, dada sua exposição significativa à celulose, enquanto as tendências operacionais também são sólidas, com iniciativas de eficiência de custos e sinergias do negócio da Fibria em ação”, diz o relatório.
A Ágora prevê ainda uma forte desalavancagem da companhia, alimentando ainda mais a curva ascendente da ação.
Preço-alvo: R$ 58,00
Lojas Americanas
A Ágora vê a companhia como uma das menos impactadas pela crise.
Como as lojas se mantiveram abertas durante a pandemia e a demanda de diversos segmentos de produtos também permaneceu, as perspectivas são positivas para a companhia.
A corretora acredita que o mercado já começa a olhar além da crise e espera que os nomes do comércio eletrônico se recuperem e mantenham os avanços obtidos durante a pandemia. A Lojas Americanas detém uma participação de 62% na B2W, um dos nomes forte do e-commerce.
Preço-alvo: R$ 41,00
B3
As perspectivas positivas para a bolsa de valores derivam da participação crescente de investidores locais (pessoas físicas) e da atividade do mercado de capitais aquecido, o que deve valorizar as ações da empresa. A fuga da renda fixa e a retomada dos IPOs reforçam essa visão, na opinião da Ágora.
Importante destacar que a B3 é a única bolsa de valores do Brasil e aparentemente essa liderança não está ameaçada, apesar de surgirem notícias frequentes da eventuais novos competidores interessados nesse mercado.
Preço-alvo: R$ 76,00
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Randon
No setor de bens de capital, a Randon é a preferida da Ágora. Os principais motivos são o fato de que 60% das vendas de reboques – onde a companhia tem 40% de participação de mercado – estarem relacionadas ao segmento de agronegócio, que deve continuar resiliente. E ainda porque espera que as vendas de vagões devam se recuperar em 2021, com algumas concessões rodoviárias sendo renovadas.
Se as encomendas forem retomadas, a Randon pode expandir a sua margem Ebitda.
Além disso, após desacelerações em abril e maio, as vendas de implementos rodoviários de junho já devem retornar aos níveis pré-Covid, prevê a corretora.
Preço-alvo: R$ 13,00
Petrobras
A Ágora acredita que o pior momento em relação à pandemia para a Petrobras ficou concentrado no resultado do segundo trimestre. Para o médio e longo prazo, as ações devem seguir reagindo aos fundamentos globais de oferta e demanda e à curva dos futuros de petróleo.
Destaque também para o programa de vendas de ativos, o que melhora os indicadores de alavancagem. “Destacamos que as ações da Petrobras seguem com valuation descontado, inclusive com múltiplos abaixo de seus principais pares externos”, diz o relatório.
Preço-alvo: R$ 36,00
Rumo
A Rumo é a companhia preferida da Ágora no setor de infraestrutura. A empresa possui geração resiliente de fluxo de caixa; as paralisações não afetaram as concessões ferroviárias e os terminais de exportações da Rumo; e a desvalorização do real acelerou as exportações de soja.
Além disso, companhia deve seguir atenta a novas oportunidades, com os novos projetos ligados a infraestrutura previstos pelo governo.
A corretora destaca também que o valuation da Rumo segue atrativo.
Preço-alvo: R$ 30,00
Vale
Para a Ágora, os fundamentos para a recomendação de compra da Vale são: as expectativas positivas do mercado de minério de ferro em 2020/21; a possibilidade de retomada do pagamento de dividendos substanciais; tendências operacionais sólidas; e melhoria na alocação de capital.
A corretora argumenta que a Vale negocia com múltiplo EV/EBITDA estimado para 2021 de 4,0x, um desconto de 30% a 35% para os pares australianos, o que não considera justo. Além disso, uma remodelação da base acionária, com os fundos de pensão brasileiros e o BNDESPar potencialmente saindo da empresa, poderia levar a uma nova reavaliação das ações.
Preço-alvo: R$ 85,00
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