A produção industrial brasileira subiu 1,1% em outubro, abaixo da projeção de 1,4% do mercado. Na base anual, a alta foi de 0,3%.
No acumulado do ano até outubro, a produção industrial recuou 6,3%. Em 12 meses, a queda é de 5,6%.
Mesmo apresentando desempenho positivo nos últimos meses, o setor industrial ainda se encontra 14,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
A atividade industrial nacional teve seis meses seguidos de crescimento, acumulando uma alta de 39%. Assim, eliminou a perda de 27,1% acumulada em março e abril, momento de agravamento dos efeitos do isolamento social por conta da pandemia.
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
BTG: produção industrial deve subir nos próximos meses
Para o BTG Pactual, o resultado da produção industrial veio abaixo da expectativa de 1,6% do banco.
“Apesar da desaceleração em relação a setembro (2,6%), o setor acumula crescimento de 39% em seis meses, eliminando a perda de 27,1% acumulada entre março e abril. De setembro para outubro, destaque para alta no segmento produção de veículos automotores e metalurgia avançando 4,7% e 3,1% respectivamente”, afirma em relatório assinado por Álvaro Frasson e Luiza Paparounis.
O setor de produção de veículos acumulou expansão de 1.075,8% de abril a outubro. Foram seis meses consecutivos de crescimento na produção, mas ela ainda está 9,1% abaixo do patamar de fevereiro.
Entre as onze atividades que apontaram redução na produção, a de produtos alimentícios (-2,8%) apresentou o pior resultado. E interrompeu três meses de altas seguidas.
Destaque também para a queda em indústrias extrativas (-2,4%), biocombustíveis (-1,2%) e outros produtos químicos (-2,3%).
Entre as grandes categorias econômicas, em relação a setembro, bens de capital foi o destaque ao avançar 7%. Além disso, bens de consumo duráveis avançou 1,4% no mês, contudo ainda estão 4,2% abaixo do patamar pré-pandemia.
O IBGE revisou os dados de agosto e setembro de 3,2% e 2,6% para 3,4% e 2,8%, respectivamente.
O BTG salienta ainda que os dados Caged da última semana apontaram retomada do setor. Com a indústria geral tendo saldo de 86 mil postos de trabalho em outubro. Destaque para a indústria de transformação, com 82 mil vagas.
“Dados de Confiança da Indústria da FGV na última semana, registraram a sétima alta mensal consecutiva, indicando que a recuperação do setor deve continuar nos próximos meses”, complementa o BTG.