O presidente de Israel, Reuven Rivlin, do partido conservador Likud, convidou o líder da oposição Benny Gantz, do Partido da Resiliência, para tentar formar governo. O anúncio de Rivlin foi feito nesse domingo (15).
Gantz conseguiu 61 endossos dos 120 possíveis no Knesset, o parlamento do país.
O líder do Yisrael Beiteinu, partido de centro-direita, Avigdor Liberman, se juntou aos partidos Lista Conjunta, uma coligação política composta por quatro partidos majoritariamente árabes, o Balad, o Hadash, o Ta’al e a Lista Árabe Unida, e o trabalhista Labour-Gesher-Meretz para endossar Gantz como primeiro-ministro.
O partido de Gantz faz parte da Azul e Branco, coligação política de três partidos centristas: o Partido da Resiliência de Israel, p Yesh Atid e o Telem.
A coalizão acabou conseguindo mais do que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (foto), que ficou com 58 endossos. Um se absteve.
O impasse político do país dura desde a eleição do dia 2 de março e está prestes a acabar.
Pior para Netanyahu
O primeiro-ministro Netanyahu acaba sofrendo uma dura derrota com esse anúncio. Ele tenta se manter no cargo, mas não vem conseguindo sucesso em montar o governo.
Os parlamentares disseram que chegou a hora de Netanyahu ouvir o “não” dado pelo povo a mais uma governo montado por ele.
O Likud de Netanyahu conquistou 36 assentos do Knesset nas eleições nacionais, que foi a terceira em um ano. A turma do Azul e Branco ficou com 33, mais os 28 aliados que conquistou agora.
Presidente quer união
Rivlin disse que convidaria Gantz e Netanyahu para conversar, em uma aparente tentativa de incentivar um governo de unidade entre os dois maiores partidos.
O presidente afirmou que a melhor saída seria um governo de união com a oposição para derrubar o impasse, mas Gantz tem sido resistente à ideia de se aliar a Netanyahu.
Antes um aliado próximo do Likud de Netanyahu, Yisrael Beytenu, da direita, se recusou a ingressar em uma coalizão liderada por Netanyahu dessa vez.
O apoio de Liberman a Gantz marcou uma aliança improvável entre o ex-ministro da Defesa, que há muito tempo condena os legisladores árabes como “simpatizantes do terrorismo” e a Lista Conjunta predominantemente árabe, com os dois tentando derrubar Netanyahu.
Nenhuma coalizão na história do país foi formada por um partido com representação árabe.
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