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Prejuízo da Saraiva (SLED4) diminui 44% no 4TRI, para R$ 98,8 milhões

Prejuízo da Saraiva (SLED4) diminui 44% no 4TRI, para R$ 98,8 milhões

A Saraiva Livreiros (SLED4), em Recuperação Judicial, uma das maiores redes varejistas de conteúdo com foco em educação e cultura, reportou um prejuízo R$ 98,8 milhões, redução de 44,1% em relação ao prejuízo do mesmo período de 2018.

No ano, o prejuízo somou R$ 293,1 milhões, aumento de 5,7% em comparação com o ano anterior.

A companhia atribui o resultado a eventos não recorrentes, como a provisão para contingências cíveis, trabalhistas e tributárias de R$ 90,4 milhões negativos nas despesas; baixas e provisão de créditos tributários de R$ 52,7 milhões negativos nas despesas; e outros impactos de R$ 1,3 milhão negativos nas despesas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado foi negativo em R$ 41,8 milhões, uma melhora de 47,9% ante o resultado do quarto trimestre de 2018. Já a margem Ebtida ajustada atingiu -26,7%, melhora de 13,4 pontos percentuais.

Em 2019, o Ebtida ajustado foi negativo em R$ 177,9 milhões, uma piora de 35,8%. A margem Ebtida ajustado ficou em -26,6%, redução de 17,5 p.p.

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No quarto trimestre, o resultado financeiro foi negativo em R$ 7,5 milhões, uma redução de 6,8% sobre as perdas do mesmo trimestre do ano anterior. No ano, o resultado financeiro foi negativo em R$ 21,9 milhões, queda de 56,6%.

Operacional

A receita líquida da Saraiva atingiu a cifra de R$ 156,4 milhões no trimestre, retração de 21,8%. No ano, a receita totalizou R$ 669,7 milhões, um declínio de 53,7%.

Segundo a companhia, a redução nas vendas ainda é resultado do início do processo de reestruturação da empresa, que inclui a descontinuação da categoria de tecnologia, do abastecimento que ainda está sendo normalizado, da redução do número de lojas físicas, e da relevante queda de faturamento gerado por problemas de instabilidade em nosso canal online.

No quarto trimestre, o lucro bruto ajustado somou R$ 50,5 milhões, elevação de 16,5%. A margem bruta atingiu 32,3%, alta de 10,6 p.p.

No ano, o lucro bruto ajustado alcançou R$ 205,2 milhões, queda de 50,2%. Já a margem bruta ficou em 30,6%, aumento de 2,1 p.p.

A Saraiva atribui a melhora do resultado bruto a sua estratégia de priorizar a rentabilidade da companhia. A empresa continua investindo em novas ferramentas, em especial um novo sistema de precificação dinâmica e uma nova estratégia para o e-commerce, visando contribuir para a melhor gestão da margem bruta. Além disso, está focada no negócio de livros, que possuem margens superiores às outras categorias que estão sendo descontinuadas.

As despesas operacionais somaram R$ 92,3 milhões, uma redução de 25,3%. Na base anual, as despesas totalizaram R$ 383,1 milhões, uma diminuição de 29,4%.

De acordo a Saraiva, a empresa segue focada na racionalização de gastos para melhora dos resultados.

Investimentos

Os investimentos realizados pela Saraiva no quarto trimestre somaram R$ 1,4 milhão, uma elevação de 180%. Em 2019, os investimentos efetuados totalizaram R$ 9,7 milhões, uma queda de 7,8 vezes.

Dívida

A dívida líquida da Saraiva (excluindo o saldo de credores no processo de recuperação judicial) terminou 2019 em R$ 121 milhões, um aumento de 2,7 vezes em comparação com final de 2018.

A dívida relativa ao processo de recuperação judicial ficou em R$ 252,5 milhões, queda de 54,2%.

Coronavírus

A Saraiva que já vinha lidando com um grande prejuízo, agora terá mais um grande desafio pela frente, o coronavírus.

Para o enfrentamento, a companhia fechou todas as lojas físicas, por tempo indeterminado, intensificou as vendas pelo e-commerce, investiu em ações promocionais e de marketing e iniciou a renegociação de pagamentos.

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