Apesar do início do ciclo de alta da Selic na última reunião do Copom do Banco Central, a poupança continua sendo um dos piores investimentos.
Isso porque a remuneração da caderneta está pagando 1,925% ao ano, mais Taxa Referencial.
De acordo com dados da Economática, a rentabilidade da poupança em 12 meses até 31 de março de 2021 descontada a inflação medida pelo IPCA é de -4,16%.
Ou seja, o poupador perdeu 4,16% de poder aquisitivo caso tenha colocado seus recursos na poupança em 31 de março de 2020.
Assim, o mês de março é o sétimo mês consecutivo de perda anual da poupança. Isso justifica os saques recordes observados neste começo de ano.
Saques recordes
Os saques da poupança em março bateram um recorde para o mês nos últimos quatro anos, conforme o Banco Central.
De acordo com a instituição, a saída líquida de R$ 3,524 bilhões entre os dias 1 e 31 do mês passado foi a maior registrada desde 2017, quando R$ 4,996 bilhões deixaram a aplicação.
O valor foi alcançado porque os saques somaram R$ 321,174 bilhões, enquanto os depósitos ficaram em R$ 317,650 bilhões no período.
Pior do que ter registrado a maior retirada para um mês de março desde 2017, os números apontaram que, desde a virada para 2021, os saques têm superado os depósitos na aplicação.
Em janeiro, a retirada foi de 18 bilhões, enquanto em fevereiro somou R$ 5,8 bilhões.
Onde investir?
Com a Selic ainda na casa dos 2%-3%, quem busca rentabilidade ainda deve focar na renda variável.
A renda fixa segue sendo indicada para a reserva de emergência e para o investidor altamente conservador, que realmente só quer proteger o dinheiro e não está muito preocupado com o retorno.
Mas, se só o fato de pensar em ações já tira o seu sono, saiba que é possível ser conservador até mesmo na renda variável.
Para os mais conservadores, que não possuem familiaridade com a bolsa, há as opções dos fundos de ações, os fundos atrelados a índices (ETFs) e os fundos imobiliários.






