O índice dos gerentes de compras composto dos Estados Unidos recuou 9,1 pontos na primeira prévia de março. O PMI dos EUA foi divulgado nesta terça-feira (24) pela IHS Markit e já reflete os impactos da crise do coronavírus.
O PMI composto foi de 49,6 em fevereiro para 40,5 pontos neste mês. Integram o índice o PMI de serviços e o da indústria. Leituras acima de 50 pontos indicam avanço da atividade econômica. E leituras inferiores a 50 indicam retração.
PMI dos EUA: setores de serviços sentem mais o impacto
O PMI dos EUA de serviços foi de 49,4 em fevereiro para 39,1 em março. Já o PMI dos EUA da indústria, foi de 50,7 para 49,2.
O declínio geral nos resultados é o mais acentuado desde outubro de 2009, quando da crise do subprime.
O setor de serviços tem sido o mais afetado, já que engloba as companhias aéreas, restaurantes, turismo e eventos, setores mais diretamente afetados pela crise.
A pesquisa do PMI dos EUA aponta, no entanto, que além de serviços a indústria também já sente o impacto da pandemia, com queda na demanda e paralisações das atividades.
“Os trabalhos já estão sendo cortados a um ritmo não visto desde 2009. As empresas fecham ou reduzem sua capacidade em meio a um corte de custos generalizado. A pesquisa aponta uma provável recessão nos EUA, com prometimento do Produto Interno Bruto (PIB)”, afirma o economista chefe da IHS Markit, Chris Williamson.
Novo epicentro da pandemia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu nesta terça-feira que os Estados Unidos podem se tornar o novo epicentro da pandemia de coronavírus, devido à aceleração no número de casos.
Nas últimas 24 horas, 40% dos novos casos da doença registrados eram em território norte-americano. O país já soma mais de 43 mil casos e 537 mortes.