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Planejamento financeiro no Dia dos Pais: você já pensou nesse presente?

Planejamento financeiro no Dia dos Pais: você já pensou nesse presente?

Você já chegou a pensar em presentear o seu pai com um planejamento financeiro no Dia dos Pais? Pois saiba que oferecer suporte aos seus pais nesses assuntos é algo interessante para toda a família, especialmente se já estão em idade mais avançada. Ou então se não se prepararam adequadamente para a aposentadoria.

Esse é um dos maiores problemas enfrentados pela “geração sanduíche”, e sobre o qual falaremos na sequência desse artigo. Acompanhe a seguir!

Planejamento financeiro: a importância de suporte à família

Em junho desse ano, o número de famílias brasileiras endividadas chegou a quase 70%. É o que aponta pesquisa mensal realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Além disso, dados do Serasa Experian mostram que, no final do primeiro semestre, 1,6 milhão de pessoas haviam se tornado inadimplentes. A pesquisa ainda mostrou que o valor médio da dívida chegou a R$ 3.900, o maior dos últimos 12 meses. Nesse sentido, bancos e cartões de crédito são as categorias de maior peso, representando quase 30% do total das dívidas dos brasileiros.

Falta de preparo para a aposentadoria

E os números ficam ainda mais preocupantes quando falamos nas pessoas mais velhas. Segundo dados divulgados no início de julho pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 54% dos idosos disse ter atrasado ou deixado de pagar algum compromisso desde o início de 2021.

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A pesquisa ainda aponta que 49% dos idosos afirmam não terem economias, contra 39% que possuem alguma reserva. Entre os que não têm recursos guardados, a justificativa predominante é de que nunca sobrou dinheiro para isso. Por fim, somente 17% afirma não ter tido disciplina financeira suficiente para juntar dinheiro.

Em relação às necessidades pessoais, 33% dos entrevistados declararam satisfazê-las mal, mesmo com a ajuda dos familiares. Já 31% acham que possuem somente o necessário para viver razoavelmente. Por fim, somente 32% consideram que vivem bem ou muito bem com os seus recursos financeiros.

Comparando o resultado ao mesmo levantamento realizado em 2018, verificamos um aumento de 17 pontos percentuais no número de inadimplentes. Dessa forma, percebe-se a falta de planejamento financeiro, cujas consequências ficam ainda mais graves com a chegada da aposentadoria. Soma-se à falta de organização financeira o aumento da expectativa de vida no Brasil, e o cenário fica ainda mais preocupante.

Geração sanduíche: reflexos da falta de planejamento financeiro

Basicamente, a geração sanduíche é formada pela população que está entre os 45 e 65 anos de idade. Trata-se daquele grupo “espremido” entre as demandas dos filhos, ainda sem autonomia financeira, e as necessidades dos pais que, por algum motivo, precisam de suporte financeiro depois da aposentadoria.

Nesse contexto, sobra pouco tempo (e dinheiro) para os sanduíchers cuidarem de suas realizações pessoais. Além de arcarem com o planejamento financeiro de seus pais, boa parte dessa geração tem os filhos “cangurus”. Ou seja, jovens entre 25 e 34 anos que ainda não saíram de casa.

Para completar, a pandemia agravou a pressão de ambas as pontas. Por um lado, muitos filhos voltaram para casa (ou mesmo não saíram) devido à crise agravada no ano passado. Por outro, idosos como pais, avós e sogros passaram também a morar no mesmo ambiente familiar, seja por questões financeiras, de saúde ou ambas.

Squeeze entre diferentes gerações

Em janeiro de 2021, A BBC publicou uma interessante reportagem sobre as razões que levam a geração sanduíche ao stress.

Segundo a matéria, à medida que se agrava a crise e não existe um planejamento financeiro, essas pessoas, já espremidas entre tantas demandas, enfrentam mais tensão e precariedade no dia a dia. Surge, então, um outro fenômeno: o squeeze (ou “aperto”) entre diferentes gerações. Em outras palavras, é como se fosse uma derivação da primeira categoria de sandwichers, ou seja, daquela que somente cuidava dos filhos e dos pais.

Um exemplo ajuda a entender como funciona o squeeze geracional. Atualmente, muitos idosos de 60 a 70 anos cuidam dos netos para que os filhos possam trabalhar. E, ao mesmo tempo, em alguns casos, também tomam conta dos próprios pais, já na faixa dos 80 ou 90 anos. Ou seja, mais uma ramificação das responsabilidades entre familiares, tudo para dar conta do malabarismo necessário para sobreviver nos dias de hoje.

É importante ressaltar que assumir determinadas responsabilidades acaba sendo benéfico para o idoso. Afinal, envolver-se com o cuidado dos netos para que os filhos possam trabalhar é, além de útil, extremamente gratificante. Segundo Athina Vlachantoni, gerontologista da Universidade de Southtampton entrevistado pela BBC, o papel dos avós aumentou significativamente nos últimos 15 anos. Nesse sentido, pais mais velhos facilitam a vida de filhos (principalmente mulheres) para que possam ficar mais tempo no mercado de trabalho.

Quando ser “sanduíche” se torna prejudicial

Segundo pesquisa realizada nos EUA pela Pew Research Center, as taxas de felicidade são praticamente as mesmas entre quem está dentro ou fora da geração sanduíche. Isso significa que, mesmo com atribuições adicionais, as pessoas conseguem aproveitar a vida e se sentem felizes em cuidar da família.

No entanto, isso não é uma realidade quando há falta de recursos ou de planejamento financeiro. Voltando aos dados dos idosos, a pesquisa do CNDL e SPC mostrou significativa piora no padrão de vida dessa população. Nesse sentido, 42% consideram que o padrão de vida é pior hoje do que quando tinham 40 anos. Somente para 31% dos pesquisados, a situação financeira melhorou na terceira idade.

Todos esses fatores reforçam ainda mais a necessidade de um planejamento financeiro. Nesse sentido, o melhor dos mundos é que ele comece cedo, já na educação dos filhos. No entanto, nunca é tarde para dar os primeiros passos, e pensar nisso pode, de fato, ser um excelente presente de Dia dos Pais.

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