A Petrobras (PETR4) informou o início do processo de licitação para aquisição de um novo FPSO (Floating Production Storage and Offloading, sigla em inglês que identifica uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) para o campo de Búzios — a 180 km da costa brasileira e a mais de 5 mil metros de profundidade, com área de 850 km², no pré-sal da Bacia de Santos.
Batizada de P-80, a plataforma será a nona unidade a operar no campo, com capacidade para processar diariamente 225 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás.
Petrobras (PETR4) tem queda de 5% na produção de petróleo, gás e LGN no 1TRI
Segundo a Petrobras, assim como o FPSO Almirante Tamandaré, em fase de construção, a P-80 será a maior unidade de produção de petróleo a operar no Brasil e uma das maiores do mundo.
A previsão é de que a P-80 entre em operação em 2026. A unidade será contratada na modalidade EPC (engenharia, suprimento e construção) e é resultado da estratégia da Petrobras de desenvolver novos projetos de plataformas próprias, incorporando as lições aprendidas nos FPSOs já instalados no pré-sal, incluindo aspectos de contratação e construção.
Petrobras: modelo de contratação
“O modelo de contratação, a exemplo de experiências anteriores, prevê a participação, por meio de pré-qualificação pública, de empresas nacionais e internacionais, todas com reconhecida experiência”, disse a estatal em comunicado.
“A Petrobras segue utilizando o conceito de projetos padronizados como referência para essas contratações, incorporando padronização de especificações e modelo de abordagem ao mercado”, acrescenta o texto.
Petrobras (PETR4) tem queda de 5% na produção de petróleo, gás e LGN no 1TRI
Também foram implantadas inovações como mecanismo para tratamento e reinjeção da água produzida no reservatório; tecnologias direcionadas à redução de emissões de gases poluentes e a incorporação de sistemas que reduzem a necessidade de mergulho para inspeção do casco.
Petrobras: Campo de Búzios
O campo de Búzios, descoberto em 2010, é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo.
É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração, diz a Petrobras.
De acordo com a petroleira, deve chegar ao final da década com a produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.
Atualmente, há quatro unidades em operação em Búzios, que respondem por mais de 20% da produção total da Petrobras.
A quinta e sexta plataforma (FPSOs Almirante Barroso e Almirante Tamandaré) estão em construção a sétima e a oitava unidades (FPSOs P-78 e P-79) estão em processo de contratação.
Petrobras conclui venda de participação de 10% na NTS
A Petrobras (PETR4) comunica que concluiu a venda de sua participação remanescente de 10% na Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS) para a Nova Infraestrutura Gasodutos Participações (NISA), empresa formada pelo Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia (FIP).
O fundo de investimentos é gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos, e pela a Itaúsa (ITSA4), atuais acionistas controladores da NTS.
Conforme divulgado, o valor da transação foi de R$ 1,8 bilhão.
Considerando o desconto de dividendos, juros sobre capital próprio e restituição por meio de redução de capital recebidos pela Petrobras ao longo do ano de 2020 e de 2021 e os demais ajustes previstos no contrato em função da data-base, a transação foi concluída pelo valor de R$ 1,5 bilhão, integralmente quitado nesta sexta (30).
Petrobras (PETR4): Cade prorroga prazos para venda de refinarias de gás
“A presente transação representa mais um importante marco para a abertura do setor de gás natural no Brasil, e com ela a Petrobras atende, com 7 meses de antecedência, a um dos compromissos assumidos no âmbito do Termo de Compromisso de Cessação celebrado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 08 de julho de 2019”, afirma a estatal.
“A divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais”, adiciona.
“A operação está aderente ao Plano Estratégico da companhia e alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas.”.
Sobre a NTS
A NTS é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural, detendo atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 2 mil kme com capacidade para transportar158,2 MMm³/d de gás natural.
Os gasodutos da NTS ficam nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (responsáveis por 50% do consumo de gás natural no Brasil) e se conectam ao gasoduto Brasil-Bolívia, à rede de transporte da TAG, ao terminal de regaseificação de GNL da Baía de Guanabara e às plantas de processamento de gás natural produzido na Bacia de Campos e no pré-sal da Bacia de Santos.
Com venda, a NTS passa a ter a seguinte composição acionária: NISA com 10% de participação; FIP, fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda., com 82,35% de participação; e Itaúsa com 7,65% de participação acionária.
Petrobras prorroga prazo de linha de crédito
A Petrobras (PETR4) informou também que prorrogou parte da linha de crédito compromissada (Revolving Credit Facility-RCF) com vencimento em março de 2024, no valor de US$ 3,25 bilhões, por mais dois anos.
Dessa forma, 63% do total da linha de crédito, ou seja, US$ 2,05 bilhões, poderão ser sacados até 2026, diz a companhia em nota.
O restante permanece com o vencimento no prazo original. A Petrobras possui atualmente US$ 7,6 bilhões e R$6 bilhões em linhas de crédito compromissadas para serem utilizadas.
Com essa prorrogação, os vencimentos das linhas passam a ser:
- US$ 4,35 bilhões e R$ 4,0 bilhões em 2023;
- US$ 1,2 bilhão em 2024;
- R$ 2,0 bilhões em 2025 e
- US$ 2,05 bilhões em 2026.
A operação, segundo a Petrobras, permite maior eficiência na gestão do caixa, em linha com a estratégia de otimização do capital da companhia.






