A Petrobras (PETR4) informou, nesta sexta (14), que assinou com a SPE Fazenda Belém., subsidiária da 3R Petroleum, contrato para a venda da totalidade de sua participação nos campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, o Polo Fazenda Belém, na Bacia Potiguar, no Ceará.
O valor da venda é de US$ 35,2 milhões, diz nota da estatal divulgada hoje.
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Desse montante, US$ 8,8 milhões foram pagos nesta sexta, acrescenta a petroleira.
Outros US$ 16,4 milhões serão quitados no fechamento da transação.
Por fim, US$ 10 milhões serão pagos em doze meses após a conclusão da transação.
Petrobras: recursos em águas profundas e ultra profundas
“Os valores não consideram os ajustes devidos e estão sujeitos ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, lembra a Petrobras.
“A operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar seus recursos em águas profundas e ultra profundas”, complementa o comunicado.
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O Polo Fazenda Belém
O Polo compreende os campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, localizados no estado do Ceará, onde a Petrobras é detentora de 100% de participação.
“A produção média do Polo Fazenda Belém de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 803 barris de óleo por dia (bpd), informa a Petrobras.
Petrobras assina contrato de afretamento para Mero 3
A Petrobras comunicou, também nesta sexta, que assinou carta de intenção com a empresa MISC Berhad para afretamento e prestação de serviços do FPSO (sigla em inglês para floating production storage and offloading (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo) Marechal Duque de Caxias.
A unidade será instalado no campo de Mero, pertencente ao Bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
Capacidade de processamento
A operação faz parte do desenvolvimento da produção de sua porção sul, onde está localizado o Projeto Mero 3.
O FPSO de Mero 3 será a terceira unidade a ser instalada no campo de Mero e terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás por dia.
Segundo a petroleira, os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 22 anos e meio, contados a partir da aceitação final da unidade, prevista para o primeiro semestre de 2024.
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Interligação
O projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO.
Oito deles são produtores de óleo e sete, injetores de água e gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção, dutos flexíveis de serviços e umbilicais de controle.
“O consórcio de Libra pretende realizar na área de Mero 3, pela primeira vez, um teste-piloto da tecnologia HISEP®-High Pressure Separation (separação em alta pressão), desenvolvida e patenteada pela Petrobras”, diz o comunicado da empresa.
A tecnologia consiste em separação e reinjeção submarina, por meio do uso de bombas centrífugas,de boa parte do CO2 produzido junto com o petróleo
Isso permite “desafogar” a planta de processamento de petróleo no FPSO e, consequentemente, possibilita o aumento da produção de óleo.
O HISEP® está atualmente em fase de definição e de testes.
“Após a qualificação, um piloto poderá ser instalado em Mero 3 para realizar testes de mais longo prazo e avaliar a tecnologia”, explica a empresa na nota.
Campo de Mero
O campo de Mero é o terceiro maior do pré-sal e está localizado na área de Libra
A área é operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%), Total E&P do Brasil Ltda. (20%), CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A.(PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.






