A Petrobras (PETR3 PETR4) informou, nesta quarta-feira (18), que reduziu os preços do litro da gasolina em 12%, do diesel, em 7,5% e do gás de cozinha (GLP), em 5%.
Os valores referem-se ao vendido pelas refinarias da estatal e valerão a partir desta quinta-feira (19).
Os valores finais aos motoristas dependerão de cada posto e distribuidor de GLP, que acrescem impostos, taxas, custos com mão de obra. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a petroleira, a ação é por conta do coronavírus, bem como a guerra de preços entre grandes produtores.
Já o repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.
Paridade de importação
“Os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação”, lembrou e empresa.
“Esses preços são formados pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”, acrescentou.
“Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços).”
Preços médios
De acordo com pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 8 e 14 de março, os preços médios ao consumidor no país para a gasolina era de R$ 4,515.
Para o diesel, o preço médio era de R$ 3,618. E para o GLP, botijão de 13kg, R$ 69,98.
A Petrobras lembra também que a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis.
São os combustíveis tipo “A”, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel.
Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo “A” misturados a biocombustíveis.
Programa de desinvestimento
Firma global de serviços financeiros, o banco UBS informou há pouco que a Petrobras (PETR3; PETR4) levará mais tempo para concluir seu programa de desinvestimentos e reduzir a alavancagem.
Isso porque a estatal poderia concluir seu plano de venda de ativos e redução de endividamento até meados de 2021, mas os preços do petróleo em declínio inibiram o interesse de potenciais compradores neste momento.
Para se ter ideia, com o petróleo a US$ 30 por barril e dólar a R$ 5, a alavancagem da companhia seria de quatro vezes. Na mesma taxa cambial, mas com petróleo a US$ 60 por barril, a alavancagem cairia para 1,5 vez, nos cálculos do banco.
Para o UBS, os múltiplos da empresa podem ser pressionados, levando a desvantagem considerável nas finanças da companhia. “É provável que o novo cenário de preços reduza significativamente o lucro de atividades de exploração e produção”, diz o banco.
E continua: “embora a petroleira já tenha apresentado uma projeção de investimentos US$ 8,4 bilhões abaixo dos números registrados no plano de 2019 a 2023, pensamos que, com o novo cenário, é provável que a empresa reduza ainda mais seus investimentos.”
Isso adiaria a aplicação dos recursos para o período em que os preços do petróleo comecem a se recuperar, acima da faixa de US$ 30 a US$ 40 por barril, conforme o relatório.
*Com Agência Brasil
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