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Pazuello diz que Brasil terá 562 milhões de doses de vacina em 2021

Pazuello diz que Brasil terá 562 milhões de doses de vacina em 2021

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello concedeu uma longa entrevista coletiva nesta segunda-feira (15) para falar sobre o andamento da vacinação contra o coronavírus no Brasil e esclarecer os comentários sobre sua saída do cargo.

“Eu não vou pedir para ir embora. Continuo no cargo até que o presidente decida se vai ou não mudar a estrutura do Ministério da Saúde”, assegurou o militar, que assumiu a pasta interinamente após a saída de Nelson Teich, mas foi efetivado.

Mas, no início da noite desta segunda (15), o presidente Jair Bolsonaro anunciou um novo nome para o cargo: o cardiologista Marcelo Queiroga.

À tarde, Pazuello não tinha negado que Bolsonaro estava estudando a possibilidade de troca no Ministério da Saúde, e que isso resultaria em sua saída do cargo.

“Um dia, sim. Pode ser em curto, médio ou longo prazo”, desconversou.

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“O presidente está sim pensando em substituição, mas tenho orgulho do cargo que ocupo. Estamos trabalhando focados na missão e, quando o presidente tomar uma decisão, faremos uma transição correta, como manda o figurinom”, resumiu, sem responder às várias críticas sobre a forma como vem conduzindo a pasta e, em particular, a vacinação contra a Covid-19 no País em meio à pandemia.

Vacina de sobra

De acordo com o Ministro da Saúde, o Brasil já distribuiu mais de 20 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 pelo Brasil e, nesta semana, mais 5 milhões serão produzidas no País.

Segundo Pazuello, o Brasil terá, ao todo, 562 milhões de vacinas contratadas até o fim de 2021, incluindo Coronavac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer, Janssen e Sputinik, algumas das principais que vêm sendo usadas em outros países do mundo.

“Já concluímos a contratação da Pfizer, da Janssen e da Sputinik. Até junho, receberemos mais 8 milhões de vacinas da AstraZeneca/Oxford da Índia, 3,8 milhões de doses da Fiocruz serão distribuídas em março, e 1 milhão por dia a partir de abril”, exemplificou o ministro.

“Outras 210 milhões de doses serão produzidas pela Fiocruz até o fim do ano, da AstraZeneca/Oxford, e 100 milhões de doses da Coronavac serão entregues até setembro, com IFA chinês para o Butantan”, completou.

Pazuello promete IFA Nacional

A confiança de Pazuello em ver o Brasil finalmente decolar no calendário de vacinação e, enfim, conseguir imunizar toda a população contra o coronavírus, que já fez quase 300 mil vítimas fatais no País, passa pela produção nacional.

Atualmente, o Brasil depende da chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado – a Coronavac, por exemplo, usa o princípio chinês. E é isso o que o Ministro da Saúde pretende mudar.

Segundo Pazuello, há estudos em andamento que visam à produção interna do IFA. Se obtiver sucesso no processo, o País agilizará, e muito, o processo de fabricação e, consequentemente, de distribuição de vacinas por todo o território brasileiro.