No último domingo (19), o MAS (Movimento ao Socialismo), partido do ex-presidente da Bolívia Evo Morales, definiu o seu candidato à presidência do país o ex-ministro da Economia Luis Arce. As eleições estão previstas para serem realizadas no dia 03 de maio.
O anúncio foi realizado em Buenos Aires, na Argentina, pelo Evo Morales. Vale lembrar que o ex-presidente está exilado em território argentino desde o final de 2019. Em novembro, ele renunciou ao cargo devido a acusações de fraudes nas eleições bolivianas.
O companheiro de chapa de Arce será o ex-ministro de Relações Exteriores, David Choquehuanca. As prévias presidenciais do MAS foram realizadas em Buenos Aires, em que a chapa do atual candidato à presidência do país recebeu mais de 50 votos dos delegados do partido.
Morales atuará como chefe de campanha do MAS durante as eleições.
Relembre a crise política da Bolívia
No dia 20 de outubro foi realizada as eleições presidenciais na Bolívia. Houve duas apurações: uma preliminar e mais rápida e outra com o resultado definitivo com contagem voto por voto. Nos resultados preliminares da primeira apuração apontaram o segundo turno quando a contagem dos votos foram interrompidas.
A partir deste momento, iniciou-se a contagem mais lenta realizada por voto a voto. Com a mudança da apuração começaram as primeiras manifestações contra o Evo Morales por indicar a vitória ainda em primeiro turno. Os eleitores do candidato a oposição, Carlos Mesa, foram as ruas para denunciar uma fraude nas apurações do voto. Há relatos de confrontos com a polícia nas cidades de Cochabamba, La Paz, Oruro e Sucre, dentre outras.
No dia 24 de outubro, foram publicados do resultados das eleições presidenciais que deram a vitória para Morales com uma vantagem de 10,56% na frente de Mesa. Após o anúncio do resultado, o governo boliviano e a Organização dos Estados Americanos (OEA) concordaram em realizar uma auditoria das eleições.
Em novembro, os protestos foram mais intensos contra os resultados das eleições e a acusação de fraude eleitoral. Inclusive, os departamentos de polícia das cidades de La Paz, Cochabamba, Sucre e Santa Cruz de la Sierra declaram que não iriam mais reprimir as manifestações.
Em 10 de novembro, a auditoria feita pela OEA confirmou que houve fraudes nas eleições presidenciais. Em seguida, Morales convoca a imprensa para anunciar a dissolução dos membros do Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia e a convocação de novas eleições.
Com a pressão dos militares da Forças Armadas e da polícia, Evo Morales renunciou a presidência do país.






