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Pague Menos quer captar R$ 1 bilhão com IPO marcado para setembro

Pague Menos quer captar R$ 1 bilhão com IPO marcado para setembro

Depois de dez anos falando em IPO, a rede de farmárcias Pague Menos tem data marcada para fazer sua estreia na bolsa de valores; conheça a empresa cearense

Faz quase dez anos que o empresário cearense Deusmar Queirós, dono da rede de farmácias Pague Menos, anuncia (e depois volta atrás) que sua empresa terá ações listadas na bolsa brasileira. Mas agora parece que é para valer.

A Oferta Inicial de Ações (IPO) está prevista para o dia 2 de setembro.

A Pague Menos fará companhia na B3 a outras redes de farmácias de capital aberto, como a D1000 (DMVF3), braço de varejo da distribuidora farmacêutica Profarma, que acabou de listar suas ações. As outras concorrentes são a Panvel (PNVL4) e a veterana Raia Drogasil (RADL3), que vale R$ 36,3 bilhões.

O segmento ganhou força durante a pandemia, por ser considerado um serviço essencial. Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias (Abrafarma), as grandes redes do País faturam cerca de R$ 50 bilhões por ano.

A Pague Menos é a terceira maior varejista do setor, atrás da Raia Drogasil e da Drogaria Pacheco e São Paulo (DPSP).

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Neste texto, você vai conhecer mais sobre a empresa e como será o IPO. Nas próximas semanas, traremos mais informações sobre outras “Novatas da Bolsa”.

Mais de 1.000 lojas em todo o Brasil

A Pague Menos tem 39 anos de atuação no mercado. É a única varejista farmacêutica presente em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, desde 2009. E é a terceira rede com maior número de farmácias do país.  Nos mercados do Norte e do Nordeste ela é a líder em market share.

A rede conta com 1.112 lojas, em 327 municípios.

A primeira unidade foi aberta em 1981 em Fortaleza pelo empresário Deusmar Queirós. Em 1993 começou a trabalhar como farmácia de manipulação e ampliou seu projeto de expansão pelo Brasil.

A partir de 2002 ela conquistou seguidamente o prêmio Top of Mind, por ser a rede de farmácias mais lembrada pelos consumidores. Em 2006, em parceria com o governo federal, implantou a Farmácia Popular, oferecendo medicamentos específicos grátis e com até 90% de desconto.

Por fim, em 2015, a gestora de private equity General Atlantic comprou 17% da Pague Menos por cerca de R$ 600 milhões.  Três anos depois, a rede atingiu a marca simbólica de 1.000 lojas pelo país e inaugurou a maior farmácia da América Latina, em Fortaleza.

 

Primeiro loja da Pague Menos em 1981

Modelo de negócios

O público-alvo da empresa tem faixa etária de 58 anos e pertence às classes B, C e D. O gasto médio mensal dos clientes é de R$ 153 em farmácia.

O modelo de negócios da Pague Menos é baseado na venda de produtos e serviços voltados para a saúde e bem-estar, com foco em medicamentos de referência e genéricos.

Além de perfumaria e itens de higiene e beleza, e seis unidades de farmácias de manipulação.  O modelo é multicanal, com possibilidade de vendas por site, aplicativo ou celular.

A empresa é comandada pela família Queirós. O fundador da Pague Menos Deusmar Queirós renunciou ao cargo de presidente do conselho da empresa em setembro de 2018, após ser preso por crime contra o sistema financeiro.

Os processos eram referentes à atuação do empresário à frente da Renda Corretora de Valores, entre 2000 e 2006. Depois disso, o TRF5 corrigiu a pena dele e desqualificou o crime contra o mercado financeiro para o crime de mercado de capitais.

Hoje o diretor presidente da empresa é Mário Henrique Alves de Queirós, filho de Deusmar.

Os números da Pague Menos

Após o aporte de R$ 600 milhões da General Atlantic em 2016, a Pague Menos começou uma reestruturação da empresa. Assim, houve aprimoramento de governança, time de gestão, bem como dos processos e sistemas internos.

A receita bruta mensal por loja cresceu 9% entre o primeiro semestre de 2019 e de 2020. Já o Ebitda ajustado da empresa cresceu de R$ 103,9 milhões para R$ 142,6 bilhões, ou seja, foi 37,2% maior.

Mas é importante notar que o lucro líquido da Pague Menos saiu de R$ 107,4 milhões em 2017 para R$ 23,8 milhões no ano passado. A empresa também tem uma dívida líquida de R$ 862 milhões, que deve ser um ponto de atenção para os investidores.

Em junho, a Ágora Investimentos divulgou um relatório em que fala desse endividamento.  “A empresa está ciente de que as farmácias de varejo e outros concorrentes resultaram em margens compactadas e, devido ao seu alto endividamento, está suscetível à perda de geração de caixa e, portanto, investimento”, afirmaram os analistas.

Os números da Pague Menos

 

Os detalhes do IPO

Com IPO previsto para 2 de setembro a Pague Menos espera levantar mais de R$ 1 bilhão. Mas esse valor pode chegar até R$ 1,5 bilhão, dependendo do preço negociado das ações na estreia da Bolsa.

Assim, a faixa indicativa de preços é de R$ 10,22 a R$ 12,54 por ação. E a definição do preço deve ocorrer em 31 de agosto.

Serão ofertadas inicialmente 87.873.463 ações, mas a transação pode ser acrescida de um lote suplementar de 15% da oferta base.

Os recursos da oferta serão utilizados para financiar o crescimento da rede. Itaú BBA, Credit Suisse, JPMorgan, XP, Santander e BB Investimentos são os coordenadores da oferta.

Os projetos da Pague Menos

A Pague Menos busca recursos para financiar sua expansão. A oferta consiste apenas de um lote primário de ações. Isso significa que todo o montante captado será destinado ao caixa da empresa.

Segundo o prospecto, os recursos serão usados para cinco fins. O primeiro é a abertura de novas lojas. Depois, a redução da alavancagem financeira, por meio da amortização de empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo.

A verba será usada ainda para a normalização do capital de giro. E também para a modernização do parque de lojas e centros de distribuição. Por fim, a Pague Menos investirá em tecnologia e na Clinic Farma, pela qual os clientes da companhia recebem, em salas equipadas dentro das farmácias, acompanhamento individualizado em seus tratamentos com acesso a diversos serviços

Até 2022, a Pague Menos quer estar presente em 400 cidades do país, com 1.600 lojas.