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Opinião: Donald Trump e a filosofia de Homer Simpson

Opinião: Donald Trump e a filosofia de Homer Simpson

No domingo passaram a vigorar a cobrança de tarifas de 15% sobre US$112 bilhões em produtos chineses, incluindo os bens de consumo, evitados até então.

Neste domingo entrou em vigor mais uma rodada de sobretaxas a produtos made in china

Depois de alguns meses trocando “gentilezas”, completamos hoje, exatos 7 dias do cessar fogo entre americanos (que no dia de hoje gozam seu feriado do dia do trabalho) e chineses e embora nenhum avanço significativo tenha sido anunciado, em que pese a resolução do conflito, começa a ficar nítido que os tuítes bomba de Donald Trump já não assustam como outrora.

Por sinal, neste domingo passaram a vigorar a cobrança de tarifas de 15% sobre  US$112 bilhões em produtos chineses, incluindo os bens de consumo, evitados até então.

Mudaram as estações, nada mudou.

Em 15/12, pelo andar da carruagem, Trump deve impor uma nova rodada de 15% sobre mais US$ 160 bilhões de produtos, praticamente abrangendo todos os produtos “made in China”.

Mas o próprio Trump reconheceu que para o comprador americano, pouca coisa mudará, já que a China compensou o imposto maior, desvalorizando o yuan. O presidente americano aproveitou a ocasião para incentivar os importadores americanos a encontrarem novos fornecedores, fora da China.

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Uma boa notícia sobre a China: o PMI/Market industrial medido em agosto, está novamente acima de 50 (50,4), indicando uma maior expansão da atividade econômica .

Contra o tempo

Na vizinha Argentina, Mauricio Macri segue tentando correr atrás do prejuízo (ou seria da reeleição?), anunciando também no domingo, restrições à compra de dólar a U$10 mil/mês para pessoa física além de novos prazos para exportadores liquidarem dólares das operações de comércio exterior.

Por aqui, a boa notícia sobre o PIB contrasta com a preocupação do governo em cumprir suas metas para o déficit fiscal, o teto de gastos e a regra de ouro. Logo, parece-nos impossível qualquer pacote de estímulo através de investimento público em infraestrutura, o que como sabemos, ajudaria sobremaneira na reação dos dados de emprego.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos

O Ibovespa encerrou agosto em alto estilo ao registrar o quarto pregão consecutivo de alta na sexta-feira. De quebra, o volume financeiro foi bastante robusto (R$21,7 bilhões), sinalizando uma reação consistente do nosso mercado.

Ainda assim, o mês de agosto encerrou com uma baixa de 0,67%, o que convenhamos, não é nada mal para um mês extremamente complicado pelo noticiário externo. No ano, o índice acumula alta de (15,07%).

Espera-se um mês de setembro muito mais tranquilo, principalmente em relação à Guerra Comercial. Como visto, Trump já tarifou quase a totalidade dos produtos chineses, o que nos deixa a sensação de que o encontro entre representantes dos dois países, previsto para este mês, não deixa muito espaço para piora nas negociações.

Jerome Powell parece não ter a mesma sorte. O presidente do FED fala na sexta-feira (13h30) em Zurique e mesmo que tenha deixado um novo corte em aberto, em sua última fala em Jackson Hole, deverá provocar um novo faniquito de Trump, que parece ter incorporado de vez a filosofia de Homer Simpson: “A culpa é minha e eu ponho ela em quem eu quiser”

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