As empresas brasileiras foram responsáveis por movimentar R$ 5,8 bilhões em ofertas de ações durante o mês de janeiro. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o montante representa a maior parcela (30,5%) do total de emissões no mercado de capitais no período, que chegou a R$ 19 bilhões (volume este que representa alta de 20,7% em relação a janeiro de 2020).
O destaque nas operações de renda variável foi para os follow-ons (ofertas subsequentes), que registraram R$ 5,3 bilhões.
Os IPOs (ofertas iniciais de ações) somaram R$ 486 milhões.
Para os próximos meses, já estão em análise 42 novos IPOs.
“Essa fila de emissões aguardando para sair mostra que a alta no mercado de ações verificada no ano passado pode continuar ao longo de 2021”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.
Fundos de investimento em primeiro lugar
Entre os interessados na compra das ações colocadas em mercado durante janeiro, os fundos de investimento se sobressaíram: ficaram com 54,2% do volume total.
Em segundo lugar, estão os investidores estrangeiros e institucionais, com parcelas de 25,5% e 18,7%, respectivamente.
“O apetite dos fundos foi importante para manter o mercado de renda variável aquecido em 2020. É mais um fator derivado dos juros baixos, que incentivam a procura por papéis com maiores oportunidades de retorno”, completa Laloni.
FIIs captam R$ 4,1 bilhões
Os fundos imobiliários (produtos considerados híbridos entre renda fixa e variável) mantiveram a performance positiva registrada desde 2018.
Em janeiro, captaram R$ 4,1 bilhões. Assim, foi um resultado 74,5% acima do verificado no ano passado (R$ 2,4 bilhões).
Na renda fixa, as captações com debêntures chegaram a R$ 4 bilhões em janeiro. Ou seja, queda de 37,2% em relação ao primeiro mês de 2020.
Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) também tiveram resultados menores do que no ano passado. Acumularam R$ 1,2 bilhão e R$ 200 milhões, respectivamente, contra R$ 2,3 bilhões e R$ 1,1 bilhão no ano passado.
Captações no mercado externo
As captações das companhias brasileiras no mercado externo somaram US$ 5,2 bilhões, contra US$ 5,7 bilhões em janeiro de 2020.
Do total, US$ 4,7 bilhões corresponderam a operações de dívida (bonds) e US$ 512 milhões de renda variável.






