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O ataque do coronavírus à economia em números

O ataque do coronavírus à economia em números

Para clarear a quantidade de informação e de números que surgem no noticiário em relação à crise econômica que se desenrola com o avanço do coronavírus, eis uma retrospectiva do que aconteceu de mais importante nos últimos dias.

-30% nas bolsas

As bolsas de valores do mundo viveram uma semana caótica depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o coronavírus já configura uma pandemia. Para piorar, o preço do petróleo despencou depois que Arábia Saudita e Rússia não entraram em acordo sobre novos cortes de produção de barris, causando um racha na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). E a Arábia Saudita resolveu por si só baixar os preços. Não bastasse, Donald Trump anunciou uma restrição de voos da Europa para os Estados Unidos.

Com tantos contras, as perdas das bolsas ultrapassam os 30% no ano. Até o final da quinta-feira, 12, O Ibovespa tinha registrado perdas de 30,32% no mês; e de 37,24% no ano. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu cerca de 23% desde o início do ano. Na Europa, as perdas das bolsas também somam 30% desde janeiro.

-0,5% dos bancos centrais

Em uma tentativa de conter o pânico do mercado, o banco central norte-americano, Federal Reserve (Fed), anunciou um corte surpresa em suas taxas de juros. Não esperou sua reunião dos dias 17 e 18 de março e pegou os investidores desprevenidos. Mesmo assim, a ação teve pouco efeito prático nas cotações.

O Banco da Inglaterra (BoE) seguiu o exemplo dos EUA e também reduziu, inesperadamente, em 0,5% suas taxas de juros. Foi a maior redução já feita desde a crise de 2008.

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Na quinta-feira, 12, todos aguardavam que o Banco Central Europeu fizesse o mesmo. Mas a expectativa foi frustrada. O banco anunciou apenas um pacote de medidas emergenciais, com empréstimos a bancos e empresas e compra de dívida pública e privada.

-100 bilhões de dólares nas aéreas

Esta deve ser a perda de receitas das companhias aéreas de todo o mundo neste ano. O cálculo, da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), no entanto, já está desatualizado, porque não contabiliza o que virá de prejuízo com as restrições de viagem da Europa aos EUA imposta por Trump.

A entidade deu o alerta de que algumas empresas correm o risco de fechar. O cenário é de conexões suspensas, cancelamento de eventos, demissão de funcionários e passageiros em pânico.

0% de crescimento na Itália

A Itália deve crescer 0% em 2020 no “melhor cenário”. Foi o que apontou Laurence Boone, economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Itália continua sendo o país mais impactado da Europa, com casos que ultrapassam 15 mil e mais de mil mortes confirmadas até quinta-feira.

1% a menos no PIB brasileiro

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a economia pode, em um pior cenário, encolher 1% em 2020, devido à crise do coronavírus. Em análise otimista, a perda pode ser de 0,1%. A opinião foi dada durante reunião emergencial convocada pelo próprio ministro com deputados e senadores.

Barril de petróleo a menos de US$ 33

O preço do barril WTI, referência americana para petróleo, caiu para 32,98 dólares na quarta-feira, 11. No início do ano, ele custava 61 dólares.