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Números aumentam: Brasil tem 1891 casos confirmados de Covid-19 e 34 mortes

Números aumentam: Brasil tem 1891 casos confirmados de Covid-19 e 34 mortes

O balanço divulgado neste segunda (23) pelo Ministério da Saúde comprova o crescimento acelerado da escalada do Covid-19 no país.

O Brasil soma agora 1891 casos confirmados de Covid-19 e 34 motes, 30 em São Paulo e quatro no Rio de Janeiro.

Houve também crescimento no número de casos: no domingo o governo contabilizava 1560 diagnósticos.

O Ministério publicou esses novos números em post no Twitter:

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Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão.

A região norte, por exemplo, tem 3,1% do total de casos do Brasil.

Na outra ponta, a região Sudeste representa o maior percentual, na ordem de 60%.

Coronavírus covid-19

Avanço da doença no Nordeste

Como epicentro da pandemia no Brasil, São Paulo tem o maior número de pessoas infectadas, com 745 casos confirmados.

Em seguida vêm Rio de Janeiro (233), Ceará (163), Distrito Federal (133), Minas Gerais (128) e Rio Grande do Sul (86).

Também possuem casos confirmados Santa Catarina (68), Bahia (63), Paraná (56), Pernambuco (42), Amazonas (32), Espírito Santo (29), Goiás (23), Mato Grosso do Sul (21), Rio Grande do Norte (13), Acre (11), Sergipe (10), Alagoas (sete), Piauí (seis), Pará e Tocantins (cinco), Rondônia (três), Maranhão, Paraíba, Roraima e Mato Grosso (dois) e Amapá (um).

No início da semana passada, o ranking era liderado pelos estados do Sudeste e do Sul, além do Distrito Federal.

O maior número de casos segue concentrado no Sudeste e no DF, mas a lista ganhou a presença do Ceará entre as primeiras colocações.

Transmissão comunitária

No fim da semana passada, o governo federal enquadrou todos os estados em situação de transmissão comunitária, quando não se sabe mais a origem da doença naquela localidade.

Com isso, as recomendações adotadas para esses locais ficam valendo para todo o país, como o isolamento de pessoas com sintomas e familiares e restrição ao mínimo possível da circulação de idosos acima de 60 anos.

Quarta vítima no Rio do Janeiro

A Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro anunciou, nesta segunda-feira (23), a quarta morte por coronavírus no estado, sendo a primeira na capital.

A vítima é uma mulher, de 58 anos, que tinha outros problemas de saúde. O número de casos confirmados no estado subiu para 233.

Segundo a secretaria, as outras três mortes foram registradas nos municípios de Miguel Pereira, Niterói e Petrópolis.

Todas as vítimas eram idosas e apresentavam comorbidades, de acordo com a secretaria, sendo classificadas como grupo de risco para a covid-19.

A capital do estado segue com o maior número de infectados, com 212 casos, seguida por Niterói, com 10 casos, Petrópolis, 3, São Gonçalo, 3, Barra Mansa, Guapimirim e Miguel Pereira, com um caso cada. Houve ainda dois casos confirmados de turistas estrangeiros.

Governo restringe entrada de estrangeiros por 30 dias

Para conter o avanço do coronavírus no país, começou a valer hoje (23) a portaria do governo federal que restringe a entrada no país por 30 dias de estrangeiros vindos de voos internacionais de uma série de países com registro de casos do novo coronavírus.

Caberá à Polícia Federal (PF), responsável pelo controle de migração nos aeroportos, cumprir a determinação.

As sanções podem variar de responsabilização administrativa, como multa, civil, penal, repatriação ou até deportação imediata para quem infringir a norma.

A medida se aplica aos estrangeiros vindos da China, países-membros da União Europeia, Islândia, Noruega, Suíça, Reino Unido, Irlanda do Norte, Austrália, Japão, Malásia e Coreia do Sul.

coronavírus

Recomendação da Anvisa

Em nota, a assessoria da PF informou a Agência Brasil que a sanção vai variar conforme “as particularidades do caso e do local da infração”.

De acordo com o governo, a restrição atende a uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de restrição excepcional e temporária de entradas no país.

Em nota, a assessoria da concessionária RioGaleão, que administra o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, afirmou que a triagem dos passageiros será feita no momento de embarque nos países de origem.

Já a assessoria da GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, disse à Agência Brasil que, nos casos em que o passageiro for inadmitido no Brasil, cabe à companhia aérea os trâmites de repatriação, incluindo o transporte de volta.

Os dois terminais são as principais portas de entrada de estrangeiros no país.

A restrição não se aplica a brasileiros natos ou naturalizados, imigrantes com prévia autorização de residência no Brasil, estrangeiro que vai se reunir com familiar brasileiro que está no país ou aquele que seja autorizado pelo governo em vista do interesse público.

A medida também não atinge profissionais estrangeiros a serviço de organismo internacional, funcionários estrangeiros autorizados pelo governo brasileiro e o transporte de cargas.

OMS: mais de 370 mil casos no mundo

A pandemia da Covid-19 continua avançando em uma velocidade alarmante segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

O mais recente relatório divulgado pela entidade revelou que 100 mil casos da doença apareceram somente nos últimos quatro dias, e que já há mais de 370 mil infectados no planeta.

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, informou, para efeitos de comparação, que a Covid-19 infectou as primeiras 100 mil pessoas em 67 dias, mas levou somente 11 dias para dobrar e outros 4 dias para alcançar os 300 mil casos.

“A pandemia está acelerando e o vírus está em circulação em quase todos os países do globo terrestre”, resumiu Tedros, em nota publicada pelo G1.

Testar, testar e testar

O mantra adotado pelo diretor-geral da OMS sobre a melhor forma de interromper a circulação do coronavírus no planeta se manteve.

Na semana passada, Tedros havia aconselhado a todos os países com infectados a “testar, testar e testar” as pessoas com suspeita da Covid-19.

Nesta segunda-feira, o discurso se repetiu: “Testes são importantes agora e ficarão ainda mais importantes nas próximas semanas”, alertou.

A receita do diretor da OMS também pede “coordenação política em nível mundial” para combater a pandemia.

“Pedirei que trabalhem juntos para aumentar a produção, evitar proibições de exportação e garantir a equidade da distribuição [de equipamentos, testes e remédios] com base na necessidade [de cada país]”.

Cuidado com a “saúde”

O diretor-geral da OMS encerrou sua coletiva de segunda pedindo um cuidado ainda mais especial para com quem está na chamada linha de frente no combate ao coronavírus.

“Se não priorizarmos proteger os profissionais de saúde, muitas pessoas morrerão, porque o profissional que poderia ter salvo sua vida, estará doente”.

OMS cobra de governos distribuição equitativa de material

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou hoje (23) que cobrará das nações do G20 uma coordenação de esforços para a produção e distribuição de insumos e materiais necessários à prevenção e ao combate ao novo coronavírus.

O G20 é o grupo dos países mais ricos do mundo.

O diretor-geral da organização, Tedros Ghebreyesus, apontou hoje, em entrevista coletiva, a necessidade da medida para que nenhum país fique desabastecido da estrutura para as providências de vigilância em saúde e atendimento médico contra a covid-19.

“Resolver esse problema requer comprometimento político e coordenação em nível global. Precisamos de unidade no G20, que tem mais de 80% do PIB global. Comprometimento político significa solidariedade e lutar contra essa pandemia da forma mais forte possível”, destacou o diretor-geral.

Venda de insumos

Ele elogiou países que estão disponibilizando recursos e profissionais para atuação em outras nações.

A China, por exemplo, negocia com o Brasil a venda de insumos produzidos pelo governo oriental para combater o surto chinês, que já se encontra em fase de estabilidade.

Outra medida que será defendida pela entidade junto aos governos do G20 será a garantia de equipamentos de proteção individual a profissionais de saúde.

Estes são os que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus e com alto risco de contágio pelo contato frequente com pacientes confirmados ou em tratamento.

“Trabalhadores só podem fazer seu trabalho se puderem fazer de forma segura. Continuamos ouvindo relatos alarmantes de números grandes de infecção entre trabalhadores de saúde”, alertou Tedros Ghebreyesus.

Críticas a Trump

Os representantes da organização criticaram falas de governantes, como a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atribuir culpa pela pandemia à China, local dos primeiros casos confirmados.

“A posição da OMS é clara. Isso é uma distração agora. Temos que focar no que precisamos fazer agora. Não temos culpa nisso, temos somente o futuro. E temos capacidade. Temos que lutar juntos”, declarou o diretor executivo da OMS, Michael Ryan.

Pandemia acelerando

O diretor-geral da OMS destacou que a pandemia está acelerando. Foram 67 dias do primeiro caso reportado até atingir 100 mil casos, mais 11 dias até 200 mil e somente quatro dias para chegar a 300 mil casos confirmados.

De acordo com a última atualização da OMS, no início da tarde de hoje, os casos confirmados somam 374,9 mil, com 16,4 mil mortes. A pandemia já se espalhou por 190 países. A China ainda lidera, com 81,6 mil casos, seguida por Itália (63,9 mil), Estados Unidos (31,5 mil), Espanha (28,5 mil) e Alemanha (24,7 mil).

 

https://youtu.be/yFPsJ7OD27M

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*Com Agência Brasil