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Morning Call: Quarentena traz mistura de esperança e preocupação

Morning Call: Quarentena traz mistura de esperança e preocupação

Um grande “sextou” global, é com essa impressão que abrimos o quarto dia de quarentena por aqui, após as bolsas asiáticas fecharem mostrando boa recuperação.

Na Europa, as bolsas trabalham no terreno positivo, com destaque para as bolsas em Frankfurt e Madrid, que operam com altas próximas dos 4%.

Em Nova Iorque, os futuros também vão na mesma direção: S&P 500 (+1,6%), Nasdaq (+3,18%) e Dow Jones (+2,08%).

Outra cotação que nos faz ter esperanças de mais um pregão de forte recuperação, tal qual vimos na sexta-feira passada, é a do petróleo: o petróleo WTI opera no momento, cotado a US$ 25,83 em alta de 2,42%.

Já o Brent, negociado em Londres e referência para a Petrobras, registra alta de 2,88% cotado a US$ 29,19.

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Coronavírus

Se as notícias em relação à bolsa nos parecem promissoras, o saldo de destruição do coronavírus para as economias globais começa a ser projetado, com base nos recentes indicadores chineses.

Na China, a produção industrial caiu 13,5%; o setor de serviços -13%; vendas no varejo -20,5%; investimento em ativo fixo -24,5%; vendas de imóveis – 44,9%; e desemprego sobe de 5,2% para 6,2%.

Já a bolsa chinesa perdeu 400 bilhões de dólares em market cap; o PIB trimestral projetado fica negativo entre 9 e 13% e seu PIB anual projetado perde 2% (o equivalente a quase 300 bilhões de dólares em perdas).

Recessão

Com esses números à mesa, bancos e consultorias aumentam suas apostas em uma recessão: o JP Morgan já prevê uma contração de 1,1% do PIB global. Para os EUA, a instituição prevê contração de 1,5% e para o Brasil, as coisas são ainda mais duras, com a projeção de queda de 2,60%, mesmo percentual previsto para Colômbia e México.

Nos EUA, mais de 10.000 pessoas já testaram positivo para o coronavírus, com um total de 150 mortes. No estado da California, os 40 milhões de habitantes passarão por um isolamento total, ordenado via decreto e na cidade de Nova Iorque, os casos confirmados mais que dobraram nas últimas 24 horas, com o número de mortos passando de 15 para 26.

Ainda assim, o governo brasileiro segue poupando os americanos da restrição imposta a entrada de estrangeiros. Em paralelo, o Brasil já proibiu entradas de cidadãos provenientes da China, União Europeia, Austrália, Japão, Coreia do Norte, Irlanda e Reino Unido.

Diplomacia

Por essas e outras, a embaixada chinesa citou o “vírus mental” do deputado Eduardo Bolsonaro, que fez mais um favor ao Brasil, quando incitou o maior parceiro comercial brasileiro, responsável por 1/5 das exportações brasileiras. Como se esse fosse não fosse um momento difícil o suficiente, com problemas e desafios duríssimos para enfrentarmos ao longo dos próximos meses.

Ainda por aqui, o Banco Central, na esteira da prática realizada por outros bancos centrais, já iniciou seu programa de recompra de títulos: a instituição venderá títulos soberanos à vista para instituições financeiras , assumindo o compromisso de recompra nos mesmos moldes e características no futuro, medida adotada pela última vez, durante a crise de 2008.

Medicamento

Para terminarmos esse morning call com boas notícias, a Teva Pharmaceutical Industries Ltd. disse que planeja doar seis milhões de comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina, um medicamento contra a malária apontado pelo presidente Donald Trump como um possível tratamento para o coronavírus, para ajudar os hospitais dos EUA a atender a um possível aumento na demanda.

A empresa israelense é um dos maiores fabricantes mundiais da substância, uma versão menos tóxica do medicamento comum cloroquina.

Embora o tratamento ainda não tenha sido aprovado para uso em pacientes com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, Trump disse na quinta-feira que instou as autoridades de saúde a expandir seu uso.