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Ibovespa futuro abre em queda, em linha com mercados do exterior

Ibovespa futuro abre em queda, em linha com mercados do exterior

Os mercados globais estão em baixa, depois que o presidente norte-americano assinou ordens executivas que proíbem os aplicativos TikTok e WeChat nos EUA.

O Ibovespa futuro abriu a sexta-feira (7) em queda de 1,06%, aos 102.900 pontos, alinhado com os mercados exteriores. Ontem, a bolsa ganhou 1,29%, indo a 104.125,64.

No Brasil, o maior destaque é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, que veio dentro das expectativas do mercado, com alta de 0,36%. Em junho, a alta foi de 0,26%. Este é o segundo avanço depois de dois meses de deflação em maio e abril. É também a leitura mais alta no ano. O IPCA é o indicador oficial de inflação no país.

Repercute também a aprovação do texto-base do projeto de lei que limita em 30% ao ano os juros cobrados por bancos para cartão de crédito e cheque especial.

Exterior

Os mercados globais estão em baixa, depois que o presidente norte-americano Donald Trump assinou ordens executivas que proíbem os aplicativos TikTok e WeChat nos Estados Unidos em 45 dias, caso eles não sejam vendidos à empresas americanas. A acusação é de que tais aplicativos vêm espionando os americanos por ordens da China. As ações de tecnologia são as mais atingidas com a decisão.

Para Stephen Innes, estrategista-chefe de mercados globais da AxiCorp, a decisão é uma sinalização dura de Trump para o encontro de 15 de agosto, quando serão revisados os itens da fase um do acordo comercial entre EUA e China. “Parece ser mais um sinal do que qualquer outra coisa”, afirmou à Bloomberg.

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Discussão do pacote de auxílio

Paralelamente, os EUA se preocupam com o prazo limite de hoje para as definições dos congressistas quanto ao pacote de auxílio à pandemia.

Se democratas e republicanos não entrarem em acordo até o final do dia, a Casa Branca já sinalizou que tomará a dianteira e irá impor medidas por decreto presidencial.

Entre elas estaria a extensão do auxílio desemprego até dezembro, mas no valor de US$ 400 semanais (até a semana passada ele era de US$ 600 semanais) e a continuidade da moratória dos despejos também até dezembro.

Payroll sai hoje

Ainda para hoje, os mercados aguardam a divulgação do payroll, folha de pagamentos não-agrícolas do país, que dará um panorama oficial sobre a retomada do mercado de trabalho.

No último resultado, o payroll revelou a criação de 4,8 milhões de vagas em junho. O resultado veio bem acima do esperado pelo mercado, que era de 3 milhões. É aguardado o anúncio de criação de 1,5 milhão de vagas.

Na quarta (5), o Relatório Nacional de Emprego dos Estados Unidos, considerado uma prévia do payroll e calculado pelo ADP Research Institute e pela Moody’s Analytics, apontou a criação de 167 mil novos postos de trabalho nos EUA em julho, ante 4,314 milhões de junho (ajustado de 2,369 milhões anunciados anteriormente).

E ontem, os novos pedidos de seguro-desemprego vieram abaixo da projeção do mercado. Ficaram em 1,186 milhão, quando a expectativa era por 1,434 milhão. Com o resultado, divulgado pelo Departamento de Trabalho, o indicador retoma sua trajetória de queda, iniciada desde o recorde de 28 de março, quando as reivindicações chegaram a 6,86 milhões.

Veja as cotações às 9h:

Mercados Nova York

  • S&P: -0,40%
  • Nasdaq: -0,37%
  • Dow Jones: -0,45%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,16%
  • FTSE, Reino Unido: -0,04%
  • CAC, França: -0,27%
  • FTSE MIB, Itália: -0,53%
  • Stoxx 600: +0,02%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,39%
  • Xangai, China: -0,96%
  • HSI, Hong Kong: -1,60%
  • ASX 200, Austrália: -0,62%
  • Kospi, Coreia: +0,39%

Petróleo

  • WTI (setembro 2020): US$ 41,44 (-1,19%)
  • Brent (setembro 2020): US$ 44,63 (-1,02%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 128,76 (-1,05%)