Com as quedas histórias das bolsas de valores decorrentes da crise, algumas das pessoas mais ricas do mundo aproveitaram a temporada de “pechinchas” para aumentar suas fortunas. Segundo reportagem da Bloomberg, as compras somam US$ 1 bilhão.
Com as incertezas econômicas geradas pela pandemia de coronavírus – que vem ocasionando paralisações nas fábricas e no comércio, limitações de transporte, fechamento de fronteiras etc -, o mercado de ações global segue em forte volatilidade.
Os analistas apontam que a “montanha-russa” de sobe e desce das bolsas só irá paralisar diante da queda na curva de contágio dos países, ou se no percurso surgir uma vacina ou remédio capaz de conter a doença. E quando será isto é difícil de prever.
Movimentação dos mais ricos
Neste cenário, alguns investidores vêm aproveitando a crise e o preço baixo das ações para aumentar suas participações nas próprias empresas e em empresas diversas. Além dos donos das próprias empresas, nota-se também uma movimentação na bolsa de altos executivos.
O investidor e ativista Carl Icahn aumentou sua participação na Hertz Global Holdings e na Newell Brands.
A holding de Warren Buffett adicionou ações da Delta Air Lines. E os herdeiros da fortuna da Tetra Laval investiram US$ 317 milhões em ações da International Flavors & Fragrances.
Crise é hora de aproveitar as ‘pechinchas da vida’
A expectativa de todos é que as ações se recuperem rapidamente ao final da crise. “Estas ações são ‘pechinchas’ da vida. Depende se vamos administrar corretamente essa crise”, afirmou Bill Ackman, fundador da Pershing Square Capital Management, pelo Twitter.
“Estamos enfrentando a Terceira Guerra Mundial por 90 dias, não por uma década”. É o que afirmou o bilionário Barry Sternlicht, em entrevista à CNBC. Ele disse isto na terça-feira (17). No dia seguinte, comprou US$ 2 milhões em ações da Starwood, a maior empresa de investimento imobiliário dos Estados Unidos.