O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia defendeu nesta terça-feira (7), durante live promovida pela Genial Investimentos, o fim da cobrança de juros no cheque especial e no cartão de crédito.
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Na visão do deputado federal, esses dois produtos atuam de forma negativa e “distorcem o sistema financeiro brasileiro para pior”.
“Tem que acabar essa taxa de juros do cheque especial e tem que acabar a taxa de juros do cartão de crédito”, defendeu.
“O cartão de crédito parece mais simples. Mas o parcelamento sem juros é uma grande falácia que acaba gerando uma taxa de juros brutal. Isso vai ter que ser discutido”, assegurou.
Cheque especial é “extorsão”
Se a bronca de Rodrigo Maia com os juros no cartão de crédito foi grande, em cima do cheque especial foi ainda pior.
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O presidente da Câmara rotulou a cobrança de juros no cheque especial como “extorsão”.
“E o cheque especial, eu já disse aos bancos, é um absurdo, uma extorsão. Tem que acabar com esse produto e criar outro”, disparou.
Maia recomendou que os bancos precisam se unir para que possam, juntos, criar outras medidas para baratear o crédito e irrigar a economia.
Declarações de Maia afetam a bolsa
As declarações do presidente da Câmara defendendo o fim da cobrança de juros em cima de cartões de crédito e cheque especial mexeram diretamente com as cotações dos bancos na bolsa.
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Ambos os produtos são importantes para o desempenho dos papéis das instituições financeiras na bolsa de valores.
Por esse motivo, o parecer negativo de Rodrigo Maia acabou refletindo negativamente no desempenho da bolsa, que já não era positivo nesta terça.
No pregão desta terça-feira (7), os papéis dos bancos fecharam em queda:
- Banco do Brasil (BBAS3) -4,01% (R$ 33,28);
- Bradesco ON (BBDC3) -4,10% (R$ 19,88);
- Bradesco PN (BBDC4) -4,15% (R$ 21,71);
- Itaú (ITUB4) -4,90% (R$ 26,37);
- Santander (SANB11) -4,36% (R$ 28,53).
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