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Maia classifica como “atentado à saúde pública” ida de Bolsonaro a atos

Maia classifica como “atentado à saúde pública” ida de Bolsonaro a atos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que a ida do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ao atos neste domingo (15) foram “um atentado à saúde pública”.

“Por aqui, o Presidente da República ignora e desautoriza o seu ministro da Saúde e os técnicos do ministério, fazendo pouco caso da pandemia e encorajando as pessoas a sair às ruas. Isso é um atentado à saúde pública que contraria as orientações do seu próprio governo”, escreveu Maia.

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Segundo Maia, em sua postagem,”pelo visto, ele (Bolsonaro) está mais preocupado em assistir às manifestações que atentam contra as instituições e a saúde da população”.

O presidente da Câmara acrescentou, no Twitter, que “a situação é preocupante e exige de todos nós serenidade, racionalidade, união de esforços e respeito. Somos maduros o suficiente para agir com o bom senso que o momento pede.”

Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também criticou pelo Twitter a ida de Bolsonaro aos protestos. Segundo ele, a gravidade da pandemia exige de todos, inclusive do presidente da República, “responsabilidade”.

“É hora de amadurecermos como Nação. Com a pandemia do coronavírus fechando as fronteiras dos países e assustando o mundo, é inconsequente estimular a aglomeração de pessoas nas ruas”, escreveu Alcolumbre no Twitter.

Mais críticas

Senadores e deputados federais também criticaram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por ter ignorado recomendações do seu próprio governo, destacou reportagem do UOL.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), afirmou que os gestos foram, à primeira vista, “pequenos”, mas “irresponsáveis sob a ótica da saúde pública”.

“Péssimo exemplo o presidente fazer carreata e surgir na rampa [do Planalto] estimulando as concentrações. Primeiro por estar contra a própria propaganda do seu governo, que está gastando milhões para orientar a população a evitar aglomerações. Em segundo lugar, por estar estimulando manifestação contra os dois outros Poderes, Legislativo e Judiciário”, afirmou, segundo o UOL.

Para a líder do Cidadania no Senado, senadora Eliziane Gama (MA), a atitude do presidente foi uma “irresponsabilidade sem precedentes”, em meio à pandemia.

“Os atos em si foram muito pequenos, mas o suficiente para agilizar a propagação do coronavírus. Muito preocupante o que vimos hoje”, afirmou Eliziane.

Já o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), segundo o UOL, afirmou que “toda atenção deve ser dada às recomendações do governo através do Ministério da Saúde”.

Bolsonaro

Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro retuitou imagens e posts dos protestos, como os ocorridos em Balneário Comboriú (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Natal (RN), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), entre outros.

Além de ter participado contra orientações médicas, Bolsonaro contrariou a própria recomendação feita em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na última quinta-feira (12).

Na ocasião, ele sugeriu o adiamento das manifestações marcadas para o próximo dia 15.

Bolsonaro disse que as concentrações podem ser arriscadas na semana em que o coronavirus avançou no país.

Os atos foram convocados para protestar contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal), e manifestar apoio ao presidente.

Citando o aumento de casos do Covid-19 no país e no mundo, Bolsonaro disse que a OMS (Organização Mundial da Saúde) foi “responsável ao classificar o surto como pandemia”.

Tá, e aí?

Em relatório de análise, a XP destacou que Bolsonaro pediu a desconvocação das manifestações consideradas contrárias ao Congresso, mas seguiu apoiando o tema nas redes sociais nos últimos dias.

“No meio de tantos assuntos confusos e incertezas, a dinâmica da política que temos visto desde o ano passado simplesmente se repete: governo e Congresso em cantos opostos num embate que só gera ruídos e atraso na agenda de aprovação das reformas econômicas”, escreveu.

Votações

Segundo a XP, o resultado das manifestações e a participação do presidente Bolsonaro serão pontos observados pelo Congresso para definir seu comportamento a partir de agora.

Para a XP. por causa das eleições municipais, as 19 prioridades listadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e enviadas aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, são numerosas e estão desorganizadas para fins de tramitação e votação.

“As contribuições para a reforma tributária e o texto da administrativas sequer obtiveram consenso dentro do governo. Quem participada das reuniões internas relata falta de foco sobre temas que polêmicos e que atingem interesses de diversos setores da sociedade e da economia.”

Na avaliação da XP, a reforma que tem mais chance de aprovação neste ano, segundo parlamentares, é a PEC Emergencial, que cria gatilhos para a contenção de gastos em caso de estouro do teto.

“Mesmo com perspectiva positiva, chegar a esse objetivo deve custar um texto desidratado e ainda mais ruídos e dificuldades na articulação”, ressaltou.