A Lojas Americanas (LAME4) reportou prejuízo de R$ 7,1 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de R$ 112,7 milhões de um ano antes.
O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 741,9 milhões, queda de 10,8%.
Com isso, a margem Ebitda recuou 3 pontos porcentuais, para 15,9%.
Já a receita líquida avançou 5,9%, a R$ 4,672 bilhões.
O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) total cresceu 24,8%, a R$ 9,041 bilhões, sendo o digital com alta de 72,2%.
Foram 43 milhões de clientes ativos versus 5 milhões do ultimo trimestre do ano passado.
Tá, e aí?
Os números da Lojas Americanas vieram em linha com as projeções do BTG. Para o banco, o desempenho da empresa no e-commerce compensou totalmente o fechamento de lojas físicas da companhia no período em razão do coronavírus. A evolução do modelo de negócios O2O (online to offline), ao lado de melhores margens e ciclo de caixa na operação de B&M, foram os principais destaques do trimestre, diz o relatório.
O BTG acredita que, apesar dos impactos do fechamento da economia, que afetou todos varejistas, os fundamentos da companhia são resilientes, suportada tanto pelas iniciativas O2O como pelo amplo sortimento com baixo tíquete médio.
O Banco do Brasil também destaca a resiliência da companhia em meio a um cenário bastante desafiador. Em relatório, o banco afirma que a queda das vendas das lojas físicas veio dentro do projetado. E o resultado da operação digital compensou e ajudou a entregar crescimento de vendas no período.
Cara ou barata
O BTG e o Banco do Brasil consideram que os resultados reforçam a recomendação de compra para as ações da companhia.
O preço-alvo calculado pelo BTG é de R$ 38,00 para 12 meses, enquanto que o preço-alvo do Banco do Brasil é de R$ 41,10 para o final do ano.
Perto das 13h30 desta sexta-feira (14), LAME4 era negociada a R$ 33,07.






